Acusado de matar menino em milharal de Maurilândia (GO) é preso na divisa com a Bolívia

Homem foi abordado, nesta segunda-feira (16), em Conquista d'Oeste, no Mato Grosso

Acusado de matar menino encontrado em milharal de Maurilândia (GO) é preso na divisa com a Bolívia
Acusado de matar menino encontrado em milharal de Maurilândia (GO) é preso na divisa com a Bolívia (Foto: Divulgação)

Foragido a 17 dias, Valteir Camargo da Silva, de 51 anos, acusado de matar um menino de 10 anos encontrado em milharal de Maurilândia, no sudoeste goiano, foi preso nesta segunda-feira (16). Ele foi identificado e detido na BR-174, na cidade de Conquista d’Oeste, no Mato Grosso, a 200 km da Bolívia.

Segundo a Polícia Civil, ele estava sendo monitorado desde o último sábado (14), quando o 8º Comando Regional da Polícia Militar de Goiás informou que ele estaria foragido na região da faixa de fronteira.

Após o compartilhamento das características físicas e da descrição de um veículo que possivelmente estaria sendo utilizado pelo suspeito, os policiais identificaram o carro a partir de câmeras da BR-174.

Ao ser abordado, o homem chegou a afirmar que não era o suspeito e que, na verdade, Valteir era seu irmão. Mas após mostrarem as fotos de foragido é que ele parou de negar a identidade.

Após a prisão, o homem foi encaminhado a Delegacia da Polícia Civil de Pontes e Lacerda, no Mato Grosso. Valteir deve passar por uma audiência de custódia com a Justiça e a expectativa é que ele seja transferido para Rio Verde ainda na terça-feira (17).

Relembre o caso de Maurilândia

A Polícia Civil encontrou, no dia 27 de abril, o corpo de Victor Henrique Alves dos Santos, de 10 anos, em um milharal, na cidade de Maurilândia. Ele ficou desaparecido por cerca de três dias. A vítima foi encontrada de barriga para baixo e completamente despida. Suas roupas estavam a cerca de 30 metros do corpo. A Polícia Civil apura indícios de abuso sexual contra o garoto.

No final de abril, a PC divulgou o retrato do suspeito de matar o menino. Valteir Camargo da Silva, de 51 anos tinha um mandado de prisão preventiva em razão de indícios de crimes de homicídio e de estupro contra a criança.

Durante as investigações, foi descoberto o costume de Valteir de utilizar outros nomes, como “Cristiano, Elton ou Valdeir”.