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Alexa vai ser capaz de imitar voz de pessoas mortas

Assistente de voz irá imitar vozes depois de ouvir menos de um minuto de áudio da pessoa

Alexa vai ser capaz de imitar voz de pessoas mortas
Alexa vai ser capaz de imitar voz de pessoas mortas (Foto: Pixabay)

A Alexa, a assistente de voz da empresa Amazon, vai ser capaz de reproduzir a voz de pessoas mortas. A varejista online está desenvolvendo um sistema para permitir que ela imite qualquer voz depois de ouvir menos de um minuto de áudio, disse Rohit Prasad, vice-presidente sênior da Amazon, em uma conferência da empresa em Las Vegas, na quarta-feira (22).

O objetivo é “fazer as memórias durarem” depois que “muitos de nós perdemos alguém que amamos” durante a pandemia, disse Prasad. A Amazon não detalhou quando lançaria esse recurso.

O trabalho entra em uma área da tecnologia que recebe investigação minuciosa sobre possíveis benefícios e abusos. Por exemplo, a Microsoft recentemente restringiu quais empresas poderiam usar seu software de imitação de vozes. O objetivo da ferramenta é ajudar pessoas com problemas de fala ou outras questões, mas alguns temem que também possa ser utilizada para propagar deepfakes políticas.

A Amazon espera que o projeto ajude a Alexa a se tornar onipresente na vida dos compradores. Mas a atenção do público já mudou para outro lugar. No Google, da Alphabet, um engenheiro fez a afirmação altamente contestada de que um bot de bate-papo da empresa havia avançado para a senciência – capacidade de possuir sensações.

Prasad disse que o objetivo da Amazon para a Alexa é “inteligência generalizável” ou a capacidade de se adaptar aos ambientes do usuário e aprender novos conceitos com pouca entrada externa. Ele afirmou que essa meta “não deve ser confundida com a ultra inteligência artificial geral, capaz e onisciente”, ou AGI, que a unidade DeepMind, da Alphabet, e a OpenAI, cofundada por Elon Musk, estão buscando.

A Amazon compartilhou sua visão de companheirismo com a Alexa na conferência. Em um segmento de vídeo, retratou uma criança que perguntava: “Alexa, a vovó pode terminar de ler o Mágico de Oz?”. Um momento depois, a Alexa confirmou o comando e mudou de voz. A assistente falou suavemente, menos robótica, ostensivamente soando como a avó do indivíduo na vida real.