Anápolis já registrou 1170 pessoas com diabetes em 2021

Programa municipal que dá suporte a diabéticos atende mensalmente 10843 pessoas, situação no estado é preocupante com aumento de amputações e sequelas

10843 são atendidas no Programa Municipal de Diabetes. (Foto: Pixabay)

A Diabetes está presente cada vez mais no dia a dia e há estimativa de que cerca de 16,8 milhões de pessoas no Brasil tenham diabetes. Em Anápolis 10.843 pessoas são atendidas pela rede municipal e precisam de algum tipo de medicamento contra a diabetes. A região Centro-Oeste possua uma proporção de 7,2% de diabéticos, conforme os dados preliminares do VIGITEL 2020.

Só em 2021, 1170 pessoas somaram-se ao número já considerado alto. Em 2020 o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou uma soma de janeiro a agosto de 10.546 amputações em membros por consequência do Diabetes.

O diabetes é importante causa de cegueira

Acredita-se que 1 em cada 2 indivíduos diabéticos ainda não saiba do diagnóstico, o que torna os números ainda mais alarmantes, para a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO). O diabetes é importante causa de cegueira, insuficiência renal, doenças cardiovasculares e amputações.

“Diabetes normalmente causa sequelas sim, principalmente se for descompensado tendo sempre as taxas elevadas. O diabetes é um fator muito inflamatório no nosso corpo então tem que estar sempre atento”, afirma a nutricionista Dra. Laís Miranda.

A busca pelo tratamento precoce é necessário para evitar que a doença acabe evoluindo, a Naiara Lima de 25 anos, contou como foi importante descobrir em um estágio inicial.

“Sempre fui de comer muito, de não fazer exercícios físicos, mas, comecei a ver algumas coisas mudando em mim, estava sentido um cansaço enorme, uma vontade de fazer xixi muito grande e fome fora do normal. Foi por causa disso que procurei um médico, descobri o pré-diabetes e consegui me tratar antes de se tornar diabética”, relata Naiara sobre seu caso.

Segundo a nutricionista, o tratamento do diabetes compreende medidas farmacológicas e não farmacológicas, que se referem a mudança de estilo de vida como a prática de exercícios físicos regularmente e hábitos alimentares saudáveis. “O Diabetes em si ele precisa melhorar a qualidade de vida, isso é fundamental”, afirma a Dra. Lais Miranda.

A jovem Naiara relatou ainda que, após mudar o estilo de vida e a alimentação, tudo melhorou no seu dia a dia. “Quando tive o choque com o pré-diabetes percebi que precisa mudar tudo, comecei a levar um novo rumo e minha vida se tornou outra. Hoje tenho muito mais disposição e saúde do que antes, e isso me deixa muito feliz.” afirmou.

Prevenção e autocuidado

O melhor tratamento para essa doença é a prevenção e o autocuidado no dia a dia, sempre realizando os exames de rotinas para que se previna ao ver qualquer alteração. “A gente tem que ficar atento porque é uma doença silenciosa não é uma ferida é uma doença que acabamos não vendo os fatores de risco dela até chegar no extremo, então nós temos que tentar prevenir realmente”, concluiu a Laís Miranda nutricionista.

A gerente de Vigilância de Agravos Não Transmissíveis, da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa) / SES-GO, Magna Carvalho, explica, “Diante da gravidade e dos impactos na saúde, econômico e social gerados pelas complicações do diabetes, é necessária a definição de estratégias de intervenção para prevenção, diagnóstico precoce e controle dessa doença, bem como, dos fatores de risco associados, e ainda, a atualização da equipe interdisciplinar que trabalha diariamente com o cuidado ao paciente, possibilitando resultados positivos na melhoria da saúde dessa população”.

Por @brunariadne_ do Mais Anápolis | Supervisão: @pallomapires

Bruna Ariadne compõe o programa de estágio do Mais Anápolis sob supervisão de Palloma Pires.