Artista plástico goiano desenvolve projeto ‘Seres do Shangrylá’

Com três murais na cidade, o objetivo é conscientizar a comunidade para a preservação da mata

Seres do Shangrylá, de Cristiano Freitas
Mural do projeto "Seres do Shangrylá" (Foto: Divulgação)

O desmatamento tem sido uma pauta amplamente abordada no Brasil, gerando preocupação não apenas no cenário nacional, mas também internacional. O problema não afeta somente as grandes florestas, já que mesmo em pequenos bairros, é possível ver que alguns moradores não respeitam a fauna e flora local, provocando queimadas e ações que contribuem para a perda da natureza. Pensando justamente em chamar atenção das pessoas para a proteção da mata que divide espaço com a cidade, o artista plástico Cristiano Freitas, lançou o projeto “Seres do Shangrylá“.

Inspirado nas cores, formas e histórias da mata, o artista – mais conhecido como Dongoou – desenvolveu a ação por meio de intervenções artísticas. Aliando leveza e criatividade, com a pintura e grafite, desenvolveu três murais que estão localizados na zona norte de Goiânia, no setor Shangry-lá – que também dá nome à ação.

O artista, que cresceu no bairro, conta que por ali há uma região de mata bastante conhecida entre os moradores, cercada por histórias e até alguns mistérios. Mas muito além disso, o local também é casa para diversos animais e plantas nativas.

São muitas as histórias contadas sobre essa mata do Shangry-lá, na qual eu cresci. Por isso, enquanto morador e artista plástico, a proposta do projeto foi conhecer e retratar histórias que envolvem  o relacionamento da comunidade e mata, sensibilizando o olhar para a preservação das outras espécies que também habitam a região“, explica Cristiano Freitas.

Desenvolvimento do projeto Seres do Shangrylá

Seres do Shangrylá, de Cristiano Freitas

Mural do projeto “Seres do Shangrylá” (Foto: Divulgação)

Assim que teve a ideia de construir os murais, o artista foi em busca de referências para embasar seu trabalho. Passou então a conversar com os moradores do setor, trocando histórias e experiências da vivência na região. Ao todo, o processo de construção aconteceu em um mês.

Como moro em volta da mata e também faço minhas produções por aqui, aproveitei essas formas e cores nas pinturas e no grafite. Foi uma construção com a comunidade, a partir da conversa fui conhecendo histórias e referências para pintar, além de buscar mostrar a mata em integração com a população“, conta.

O objetivo de Seres do Shangrylá é funcionar como um aviso para a preservação e conservação da mata, de forma a sensibilizar a comunidade a ter um olhar mais cuidadoso para as espécies que por ali também vivem.

Vale ressaltar que a mata no setor vem perdendo cada vez mais espaço para a cidade. Mesmo com a reserva de proteção ambiental, o lugar ainda sofre bastante com os impactos da ação humana.

O projeto “Seres do Shangrylá” foi contemplado pela Lei Aldir Blanc n° 14.017, no edital de Premiação de Produtos Culturais, com recursos da Lei Aldir Blanc, do Governo Federal, Ministério do Turismo, Secretaria Especial de Cultura, Governo de Goiás e Secretaria de Estado de Cultura de Goiás.

Sobre Cristiano Freitas

Mural no Setor Shangry-láá

Mural do projeto “Seres do Shangrylá” (Foto: Divulgação)

Cristiano Freitas, artista plástico goiano, trabalha com arte há mais de oito anos. Sua carreira teve início como ilustrador na construção de marcas e desenhos.

No cenário artístico regional é conhecido como Dongoou e passou a atuar nas áreas de tatuagem, pintura e grafite.

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