“Ato cruel com um menino espetacular”, diz pai de garoto morto em Maurilândia (GO)

Criança foi encontrada morta, com sinais de abuso sexual

Márcio Alves, pai do menino Victor Henrique, que foi morto em Maurilândia, se diz ‘chocado’ com o crime ‘cruel’ cometido contra o filho. (Foto: reprodução)
Márcio Alves, pai do menino Victor Henrique, que foi morto em Maurilândia, se diz ‘chocado’ com o crime ‘cruel’ cometido contra o filho. (Foto: reprodução)

Márcio Alves, pai do menino Victor Henrique, que foi morto em Maurilândia, se diz ‘chocado’ com o crime ‘cruel’ cometido contra o filho. Segundo ele, o menino era uma criança espetacular, que respeitava e conversava com todos da cidade. A vítima ficou desaparecida por três dias e foi encontrada sem vida em um matagal. Ele estava despido e com tinha sinais de abuso sexual.

“Foi um ato cruel e covarde contra meu filho. Ele era um menino excelente, saudável, humilde. Uma criança super ativa, todo mundo gostava dele. A família está chocada, a cidade está chocada. Só queremos justiça e para que esse monstro não fique impune e faça o mesmo com outras crianças”, disse Márcio.

Victor Henrique foi sepultado na tarde de quinta-feira (28), sob forte comoção, aplausos e gritos por justiça. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que dezenas de pessoas caminham nas proximidades do cemitério onde o menino foi sepultado.

Em um dos cartazes foi possível ver os dizeres: “quando a sociedade se cala, a impunidade tem voz”. Um outro cartaz dizia: “luto pelo meu amigo. Justiça!”.

Relembre

O menino Victor Henrique, de 10 anos, foi encontrado na última quarta-feira (26), após três dias de desaparecimento. A Polícia Civil apura indícios de abuso sexual contra o garoto.

De acordo com o delegado Elexandre Cézar Rossignolo, a vítima foi encontrada de barriga para baixo e completamente despida. Suas roupas estavam a cerca de 30 metros do corpo. Além disso, durante exame pericial, os legistas encontraram um pedaço de madeira que teria sido introduzido no reto da criança.

“Ainda está sendo analisado se é um pé de milho ou um pé de cana, mas trata-se de um pedaço de madeira que foi introduzido na criança. É o que chamamos de empalamento e é um meio cruel, que foi praticado contra essa vítima. Ainda não sabemos se foi introduzido quando a vítima estava viva ou não. São perguntas para as quais ainda não temos respostas”, afirmou o delegado.

De acordo com Elexandre Cézar Rossignolo, a policia já analisou imagens de câmeras de monitoramento, ouviu testemunhas e, portanto, tem um suspeito. Entretanto, enfatizou que nenhum nome ou imagem do suposto autor do crime será divulgado por enquanto.

Testemunhas disseram à Polícia que o menino estava sozinho em uma espécie de bar ou lanchonete e conversava com o suspeito. O homem teria oferecido a ele refrigerantes e salgadinhos.

O investigador ressaltou que as investigações não acabaram e que mais pessoas serão ouvidas e mais imagens de monitoramento da cidade serão checadas.