Barroso será relator em ação contra Bolsonaro por associar vacina à Aids

Facebook e Instagram derrubaram a última live do presidente por esta associação

STF suspende portaria que proibia empresas de exigirem comprovante de vacinação
STF suspende portaria que proibia empresas de exigirem comprovante de vacinação (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom - Agência Brasil)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, será o relator da notícia-crime apresentada por deputados do PSOL e PDT contra Jair Bolsonaro (sem partido) por associar a vacinação da Covid-19 à a vacina contra Covid com possível aumento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids). O sorteio ocorreu nesta segunda-feira (25).

Confira o resultado da distribuição AQUI.

Inclusive, Facebook e Instagram derrubaram a última live do presidente Jair Bolsonaro, realizada na última quinta-feira (21/10), na qual ele fez a associação.

Durante a transmissão, Bolsonaro disse: “Outra coisa grave aqui: só vou dar notícia, não vou comentar: ‘Relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados […] estão desenvolvendo a síndrome imunodeficiência adquirida muito mais rápido que o previsto’. Recomendo que leiam a matéria. Talvez eu tenha sido o único chefe de Estado do mundo que teve a coragem de colocar a cara a tapa nessa questão”.

Por meio de comunicado, o porta-voz das redes sociais afirmou que: “Nossas políticas não permitem alegações de que as vacinas de Covid-19 matam ou podem causar danos graves às pessoas.”

Ação contra Bolsonaro e outras reações

Na ação, os parlamentares classificaram o ato do presidente como “absoluto desrespeito para com o País e com as famílias enlutadas”. Além disso, afirmaram que Bolsonaro “coloca sua ideologia autoritária acima das leis do País, mentindo de forma criminosa sobre as vacinas, colocando em risco uma estratégia que vem diminuindo drasticamente o número de mortes no País”

O Mais Goiás pediu por e-mail, ainda no domingo (24), uma solicitação de posicionamento ao Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre a fala de Bolsonaro, mas não teve retorno. Infectologistas reagiram a fala do gestor federal.

Procurado pelo g1, o Departamento de Saúde e Assistência Social do Reino Unido desmentiu os boatos. Zahraa Vindhani, oficial de comunicações da Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido, afirmou que as vacinas contra a Covid-19 não causam Aids e esclareceu o que já se sabe: “A Aids é causada pelo HIV”.