Coluna da Tainá Borela

Mesmo insatisfeito, PSD decide por permanência na base governista  

Daniel Vilela articula com o partido para acalmar os ânimos

Após uma semana intensa de negociações para decidir qual rumo tomar nessas eleições, o PSD resolveu ficar ao lado do governador Ronaldo Caiado (UB) para estancar os danos que o partido sofreu com as desistências de pré-candidatos ao Senado e evitar a desidratação da chapa de deputados federais. A coluna apurou que, mesmo com o martelo batido, o PSD está insatisfeito com as negociações feitas para permanecer na base governista. Para amenizar a insatisfação, o presidente do MDB e pré-candidato candidato a vice de Caiado, Daniel Vilela, está conversando com Vilmar Rocha desde o anúncio da desistência do presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira (PSD), de disputar o Senado. E, para não morrer na praia, o PSD chegou ao consenso de que vai seguir concorrendo ao Senado, no caso, de Vilmar Rocha, que vai sair como candidato isolado dentro da coligação de partidos que ficarão com Caiado.

Do lado de cá

O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e a cúpula tucana em Goiás estão chateados com Vilmar Rocha. Até onde se sabe, Vilmar teria ensaiado uma aliança do PSD com Marconi, mas resolveu permanecer ao lado de Caiado.

Hora marcada

Marconi postergou a decisão sobre se vai se lançar a deputado federal ou a senador para a manhã desta sexta-feira, durante a convenção do PSDB. O ex-governador vai falar com a imprensa no diretório estadual do partido, no Setor Sul.

Única restrição

Na reunião de Marconi com a cupula tucana em Goiás, na manha desta quinta-feira, ficou decidido que os candidatos e filiados do partido estarão liberados para apoiar o candidato que quiser ao governo, menos o governador Ronaldo Caiado.