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Campanha em prol do voto adolescente foi sucesso total

Mobilização para estimular que adolescentes tirassem o título de eleitor foi muito bem-sucedida

De Anitta a Zeca Pagodinho, famosos pedem que jovens tirem o título de eleitor
Fotos: Reprodução - Redes sociais

A campanha de mobilização para incentivar os adolescentes a tirarem o título de eleitor não é Nerildo e Nerivan, mas é sucesso no Brasil. A adesão da sociedade surtiu efeito. Melhor para a democracia.

Os números são expressivos. São 2.042.817 novos eleitores na faixa etária de 16 a 18 anos. Sim, mais de dois milhões de jovens se cadastraram até o final de abril para exercer seu direito. E ainda tem um pouco mais a ser somado, já que o total contando os que deixaram para os últimos dias do prazo, no início de maio, será divulgado em julho pelo TSE.

A diferença se compararmos em relação ao pleito de 2018 é brutal. Isso representa aumento de 47,2% em relação à última eleição presidencial. Não dá para ignorar tamanho percentual.

Muitos atores sociais se engajaram nessa campanha. Imprensa, times de futebol, políticos, celebridades. Todos têm sua cota de contribuição nesse sucesso. Mas creio que o ponto de virada desse engajamento massivo e resultado inquestionável tem um nome maior: Anitta. Digo mais, acho que o resultado só foi tão expressivo pelo que chamo de efeito Anitta.

A partir da conclamação da cantora aos jovens, dando à campanha caráter militante contra Bolsonaro, foi que a coisa pegou fogo. O bolsonarismo encarou tal chamamento como afronta e também mobilizou sua base. Virou uma disputa entre qual grupo de jovens tirava mais títulos. Com esse acirramento, chegamos ao resultado elogiável que o TSE divulgou.

A participação do jovem revigora a democracia, aquece a eleição, dá colorido à campanha. Sou um total entusiasta do voto adolescente. Já disse que aprendi com a banda goiana Rollin’ Chamas que o jovem é quem muda. Tomara. Precisamos sim de mudanças de rumo.

Mas para isso é preciso ter eleições. Que a sanha golpista de uns aí que estão arrumando cabelo em ovo em relação às urnas eletrônicas não siga adiante. E que as Forças Armadas entendam que seu papel na democracia é permanecerem quietas no quartel. Nada além disso.

@pablokossa/Mais Goiás | Foto: Reprodução / Redes Sociais