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Só trouxa discorda: Bolsa Família é um sucesso

Programa social tem resultados impressionantes e transformou a vida de quem recebeu o apoio quando mais precisava

Pagamentos do Bolsa Família começam nesta quinta-feira (11); veja calendário
Medida provisória do Auxílio Brasil traz formato do programa, objetivos e diretrizes, mas sem estabelecer valores nem explicitar as fontes orçamentárias (Foto: Agência Brasil)

O Bolsa Família tal qual conhecemos está completando 18 anos de vida. As primeiras famílias receberam o benefício em outubro de 2003. Sim, estamos vendo a, digamos, maioridade do Bolsa Família. E o sucesso do programa social de transferência de renda é inconteste. Só trouxas ou ideologicamente tapados discordam e não percebem o óbvio.

O Estadão publicou uma matéria hoje das mais interessantes . O jornal fez um levantamento com as famílias pioneiras do Bolsa Família. Do 1,15 milhão de pessoas que receberam o benefício quando este começou a ser pago, quase 70% melhoraram de vida e hoje não dependem mais da quantia ofertada. É muito significativo.

Lembra-se de quando uns cretinos arrotavam estultices como “não pode dar o peixe, é preciso ensinar a pescar”, “o povo não vai querer trabalhar com o dinheiro sendo repassado assim”, “isso aí é Bolsa Esmola”? Pois é, se tratava de burrice. Ou o mais vil preconceito de classe mesmo.

Olhando em retrospecto, podemos dizer exatamente o contrário. O Bolsa Família foi o impulso necessário para que a família saísse da miséria absoluta e conseguisse conquistar seus básicos direitos. O programa é elemento primordial para garantir cidadania aos brasileiros mais vulneráveis.

Jair Bolsonaro era um desses que menoscabava o programa. Em 2011, o então deputado dizia que os beneficiários do Bolsa Família eram “ignorantes” e “pobres coitados”. Hoje presidente, Bolsonaro está desesperado para tomar para si o programa, rebatizando o mesmo para Auxílio Brasil e garantindo um valor a mais para a base mais precária da pirâmide social brasileira.

Se continuará como Bolsa Família ou mudará para Auxílio Brasil, na boa, tanto faz. O que não podemos abdicar enquanto Nação é desse recurso para que as mães (mais de 90% de quem recebe são mulheres) consigam garantir o mínimo necessário para a subsistência de seus filhos. É muito pouco dinheiro para que possamos garantir um futuro digno para milhões de brasileiros que não têm outra alternativa.

@pablokossa/Mais Goiás | Foto: Agência Brasil