Bloqueios em estradas são de empresas ligadas ao agro, diz sindicato dos caminhoneiros

Manifestações contra o STF em Mineiros, Brasília, Cristalina, Goiânia e Itumbiara seriam puxadas por empresários do agro

Aprovado na Câmara projeto que cria “MEI dos caminhoneiros”
Aprovado na Câmara projeto que cria “MEI dos caminhoneiros” - (Foto: Jucimar de Sousa - Mais Goiás)

O Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Goiás (Sinditac) negou que as manifestações envolvendo veículos pesados ocorridas nesta quarta-feira (8) tenham qualquer relação com os caminhoneiros de Goiás. Segundo o presidente da entidade, Vantuir Rodrigues, os protestos e bloqueios de vias do estado exigindo o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) são puxados por empresários do agronegócio que estariam se passando por movimentos de caminhoneiros.

Ao Mais Goiás, Rodrigues informou que ter havido manifestações com caminhões em Mineiros, Cristalina e Itumbiara, nesta quarta-feira. Agora há pouco, a reportagem apurou que um bloqueio também estaria ocorrendo na GO-020, entre Goiânia e Bela Vista. No entanto, o presidente do Sinditac refutou qualquer vínculo dos caminhoneiros com esses protestos.

“Isso é coisa do agro, que está fazendo essas manifestações e usando o nome dos caminhoneiros. Só que não temos nada a ver com isso”, disse Rodrigues. As manifestações acontecem um dia após  protestos de 7 de setembro com viés golpista a favor do presidente Jair Bolsonaro, que exigiram o impeachment de ministros do STF, como o ministro Alexandre de Moraes, e até o fechamento da Corte.

Bloqueio em Brasília

Mais de cem caminhões ocupam a Esplanada dos Ministérios nesta quarta-feira (8), são usados para pressionar pela derrubada do bloqueio que dá acesso ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao Congresso Nacional.

O movimento tem o dedo de empresas do agronegócio de Goiás, Santa Catarina e São Paulo. A maioria dos caminhões estacionados no canteiro central e nas vias da Esplanada traz a identificação delas. O trânsito segue bloqueado e, até o começo da tarde desta quarta-feira (8), havia uma grande quantidade de manifestantes bolsonaristas em frente aos ministérios.