Bolsonaro critica Caiado em discussão sobre ICMS: “Fala grosso o cara”

Afirmação foi feita para apoiadores no Palácio da Alvorada

Presidente sanciona lei que prorroga isenções do ICMS por 15 anos
Presidente sanciona lei que prorroga isenções do ICMS por 15 anos - (Foto: Agência Brasil - Divulgação)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), disse nesta quinta-feira (2), que os governadores não querem perder receita, em referência ao aumento no preço dos combustíveis e que a cobrança do ICMS é decidida  “entre amigos”. Afirmação foi feita para apoiadores no Palácio da Alvorada, onde o presidente chegou a falar sobre dois governadores em específico.

“Não vou falar o nome, estão mentindo, falando  que estou mentindo. Fala grosso o cara: ‘Tá 32% o preço fixo’. Mas ele não fala que 30% é em cima do valor total na bomba, e tinha que ser em cima do preço da usina”, disse Bolsonaro.

A alíquota do ICMS em Goiás é de 30%. Mas, Bolsonaro volta a dizer para seus apoiadores que o valor correto seria 32%. “Eu repito aqui o problema é o ICMS. Vieram dois governadores agora dizer que estou mentindo porque o ICMS é 32% e não mudou nada. Não mudou, mas a Constituição manda botar um valor fixo”, reforçou.

Base de cálculo dos combustíveis em Goiás

A fala do presidente veio após o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), publicar em sua conta no Twitter sobre o papel do ICMS no preço dos combustíveis.

O aumento da gasolina nunca foi culpa do Estado, porque o reajuste é feito pela Petrobrás, seguindo o valor do dólar”, publicou na manhã da última segunda-feira (30).

“A alíquota que é cobrada em Goiás é a mesma desde 2016. Não fizemos nenhum reajuste. O imposto é o mesmo do ano passado, por exemplo, em que a gasolina custava até menos de R$ 4,00″, escreveu o governador, sem citar o nome do presidente ou o governo federal.

ICMS sobre a gasolina não aumentou

Como já afirmou o governo de Goiás, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a gasolina não aumentou, de fato. Contudo, a base de cálculo sim.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto), Márcio Andrade já explicou ao Mais Goiás anteriormente, que o ICMS utiliza realmente a mesma alíquota de 2016, mas como ele tem por referência preço médio ponderado final (o preço que está na bomba do posto a cada 15 dias), a base de cálculo aumentou.