Bolsonaro mente ao associar vacinas contra Covid-19 a Aids; infectologistas reagem

A declaração foi desmentida por agências de checagem de fatos, e, agora, especialistas repudiam a declaração do presidente

Sob pressão americana, Brasil se compromete a reduzir emissão de metano na COP26
Sob pressão americana, Brasil se compromete a reduzir emissão de metano na COP26 - (Foto: Divulgação)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em mais uma declaração desinformada, mentiu ao espalhar falas sobre vacinas contra a Covid-19. Bolsonaro mentiu ao afirmar que relatórios do governo do Reino Unido mostram que pessoas imunizadas desenvolveram Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). A declaração foi desmentido por agências de checagem de fatos, e, agora, especialistas repudiam a declaração do presidente.

Durante a fala, Bolsonaro dispara: “Outra coisa grave aqui, só vou dar a notícia, não vou comentar. Já falei sobre isso no passado e apanhei muito. Relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados estão desenvolvendo a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida muito mais rápido que o previsto”, disse Bolsonaro durante live na quinta-feira (21).

Procurado pelo g1, o Departamento de Saúde e Assistência Social do Reino Unido desmentiu os boatos. Zahraa Vindhani, oficial de comunicações da Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido, afirmou que as vacinas contra a Covid-19 não causam Aids e esclareceu o que já se sabe: “A Aids é causada pelo HIV”.

Aids

Diversos especialistas se manifestam contra a declaração do presidente. Sobre a Aids, eles afirmam que a doença do sistema imunológico humano é resultante da infecção pelo vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), que interfere na capacidade do organismo de combater infecções. A infecção pode se dar apenas pelo contato direto com o sangue, sêmen ou fluidos vaginais de uma pessoa infectada.

Cancelado nas redes

A declaração de Bolsonaro causou repúdio nas redes sociais. Além de profissionais da área desmentirem o boato, usuários também condenam a atitude do presidente da República por compartilhar desinformação em meio à pandemia de Covid-19.

Com informações do G1