Agressão foi causada por ciúmes, diz advogada que teve rosto deformado por estudante em Goiânia
Vítima terá que ficar 45 dias em dieta líquida e pastosa

A advogada que teve o rosto deformado após ser agredida por dois homens disse que o crime teria acontecido por ciúmes. O estudante de medicina Heberson Clayton Nunes teria suposto que a vítima tinha um caso com o namorado dele, Maykon Aires. A agressão ocorreu em Goiânia, na última quarta-feira (11).
Em depoimento, a advogada relatou que treinava na mesma academia onde Maykon trabalhava como personal trainer. Segundo a vítima, há cerca de um mês Maykon ofereceu uma carona à advogada e ela aceitou, mas quando chegaram na academia foram surpreendidos por Heberson, que a agrediu.
A vítima explicou que não registrou o boletim de ocorrência contra o agressor, pois ficou com medo e porque imaginou que ele havia agido no “calor do momento”. No entanto, na última quarta-feira (11), o Maykon foi até a casa da advogada e a convidou para conversarem em uma praça para se desculpar.
No local, Maykon espancou a advogada novamente. Enquanto a vítima apanhava, Heberson chegou e também começou a agredir ela. De acordo com a Polícia Civil, a advogada terá que ficar 45 dias em dieta líquida e pastosa devido à gravidade dos ferimentos.
Maykon não era personal trainer
A Polícia Civil descobriu que Maykon Aires não tem registro no Conselho Regional de Educação Física (Cref). Em nota, o Cref informou que repudia a agressão contra a advogada e que o suspeito não tem registro como profissional de Educação Física em nenhum conselho regional do país. Leia a nota completa na íntegra.
Nota do Cref na íntegra
O Conselho Regional de Educação Física da 14ª Região – Goiás e Tocantins (CREF14/GO-TO) manifesta profundo repúdio à agressão recentemente perpetrada contra uma advogada, cujo lamentável episódio veio a público através dos meios de comunicação. É crucial esclarecer que o suspeito não possui registro como profissional de Educação Física em nenhum Conselho Regional do país.
O CREF14/GO-TO solidariza-se com a vítima dessa agressão e reforça seu compromisso em garantir a integridade e a reputação da profissão de Educação Física. Tomaremos todas as medidas administrativas e legais pertinentes às atribuições do Conselho para assegurar que apenas profissionais habilitados exerçam a Educação Física, em estrita conformidade com a legislação vigente. Repudiamos veementemente qualquer ato de violência e continuaremos trabalhando incansavelmente para promover um ambiente de respeito, ética e cidadania em nossa sociedade.