Brasil produziu 11 milhões de toneladas de carne bovina em 2025
Dado do IBGE, ainda provisório, indica aumento anual de 6% em relação a 2024

(FOLHAPRESS) – O abate de gado somou 42,6 milhões de cabeças no ano passado, 7,6% a mais do que em 2024. O terceiro trimestre, com 11,3 milhões, foi o de maior número de animais que foram para o frigorífico. Os dados foram compilados pela coluna, com base nas informações divulgadas nesta quinta-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os números ainda são provisórios, e o instituto deve divulgar o resultado final para o ano de 2025 no próximo mês.
Os abates de 2025 resultaram na produção de 11 milhões de toneladas de carne bovina equivalente carcaça, um volume 6% maior do que o de 2024. Esse resultado contrariou as previsões do início do ano passado, quando boa parte do mercado acreditava em queda na oferta.
O crescimento na produção fez do Brasil o maior produtor mundial, uma vez que os demais países participantes desse mercado tiveram redução na produção. Os Estados Unidos, com o menor rebanho das últimas sete décadas, perderam a posição de líderes para o Brasil, que, além de maior exportador, assumiu também a liderança mundial na produção, em 2025.
Com oferta maior, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina no ano passado, 21% a mais do que em 2024. As receitas subiram para US$ 18 bilhões, 40% a mais, e o preço médio foi de US$ 5.154 por tonelada, com alta de 16%, segundo a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes).
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Os dados de abate de suínos, também provisórios, indicam 60 milhões de animais, 3,2% acima dos de 2024. O rendimento foi de 5,6 milhões de toneladas de carne equivalente carcaça, uma evolução de 4,1% no ano, segundo o IBGE. A maior produção permitiu ao país colocar 1,51 milhão de toneladas no mercado externo, 12% acima do volume de 2024. As receitas subiram para US$ 3,6 bilhões, com elevação de 19%, segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal).
Os abates de frango renderam 14,2 milhões de toneladas de carne equivalente carcaça, 3,4% acima do volume de 2024, segundo o IBGE. Mesmo com as restrições de compra da proteína brasileira por vários países, devido à gripe aviária, as exportações subiram para 5,3 milhões de toneladas; e as receitas, para US$ 9,8 bilhões, segundo a ABPA.
IBGE e Conab atualizaram, também, seus números de safra nesta quinta-feira. A Companhia Nacional de Abastecimento espera uma produção nacional de grãos de 353 milhões de toneladas na safra 2025/26, e o Instituto Brasileira de Geografia e Estatística, de 343 milhões.
A diferença ocorre basicamente em soja e em milho, onde a Conab prevê uma produção 9,7 milhões de toneladas superior à do IBGE. Líder nacional no setor de grãos, a safra de soja renderá 178 milhões de toneladas, segundo a Conab, e 172,5 milhões, na avaliação do IBGE.
Os dois órgãos do governo apontam uma boa evolução na produção de sorgo nos anos recentes. Há cinco safras, a produção desse cereal era de 2,1 milhões de toneladas. Para 2025/26, a Conab estima 6,7 milhões, 219% a mais. Essa evolução vem tanto do aumento de área quanto da produtividade. A produção brasileira está concentrada, basicamente, na região Centro-Sul, com destaque para Goiás, que deverá produzir 5 milhões de toneladas, na avaliação da Conab.
Bioinsumos A corrida por soluções de resiliência climática no campo começa a incluir bioinsumos mais complexos, com a combinação de quatro espécies de algas e mix de nutrientes em uma única formulação. A estratégia é movimentar pelo menos R$ 14 milhões nos próximos anos, segundo estimativa da Vitalforce, uma das empresas que investem nessa frente.
Biofertilizantes A Satis, empresa com autonomia para realizar ensaios oficiais de novos produtos, como biofertilizantes e inoculantes, prevê aporte de 3% do faturamento em pesquisa e inovação até 2030. Para este ano, o foco está na expansão de biológicos e novas moléculas para culturas, como café, soja e feijão, em Minas Gerais.