Caso Master: presidente da RioPrevidência deixa o Brasil
RioPrevidência teria feito aplicação de R$ 970 milhões no Banco Master, instituição financeira de Daniel Vorcaro

Dias antes da operação da Polícia Federal, deflagrada nesta sexta-feira (23), que apura suspeitas de irregularidades em operações financeiras envolvendo a RioPrevidência e o Banco Master, o presidente do instituto previdenciário, Deivis Marcon Antunes, deixou o Brasil. Ele saiu do País no dia 15 de janeiro, o que sugere que ele soube da ação da PF com antecedência.
O Fundo Único de Previdência Social do Rio de Janeiro é responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro e teria feito aplicação de R$ 970 milhões na instituição financeira de Daniel Vorcaro.
Segundo reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, Deivis já evitava ficar na própria residência, no Rio de Janeiro, “e estava em constante vigília, com receio de ser acordado pela Polícia Federal”. A PF esteve no endereço nesta sexta, com intuito de encontrá-lo, mas não teve sucesso.
O que a PF sabe é que Deivis comprou uma passagem para os Estados Unidos e embarcou na última semana. No entanto, não há informações atualizadas sobre o paradeiro dele.

Em nota, o RioPrevidência disse “que o diretor-presidente, Deivis Marcon Antunes, encontra-se oficialmente em período de férias, previamente programadas desde novembro de 2025, nos termos das normas internas vigentes.”
A operação da Polícia Federal cumpriu apenas mandados de busca e apreensão contra Deivis. Logo, ele não é considerado foragido.
Banco Master
A instituição financeira controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro é investigada por operações fraudulentas que inflavam artificialmente seu balanço. Investigações da Polícia Federal e relatórios do Banco Central (BC) dão conta de que o Master teria desviado cerca de R$ 11,5 bilhões.
O Master foi liquidado pelo BC e as investigações estão em andamento.