CRIME BÁRBARO

Corintiano que matou namorada palmeirense vai a júri em agosto

Leonardo, que é corintiano, discutiu com Érica, palmeirense, depois da final da copa Libertadores de 2021, vencida pelo Palmeiras

O empresário Leonardo Ceschini foi informado, pela Justiça de São Paulo, a respeito da data em que será realizado o júri que decidirá se ele deve ser condenado pelo assassinato da namorada Érica Fernandes Alves Ceschini, há cinco anos. O tribunal será instalado no dia 31 de agosto de 2026, a partir de 12h30, na capital paulista.

Leonardo é corintiano, tem 34 anos, é acusado de matar Érica no dia 31 de janeiro de 2021 depois de um bate-boca por causa de um jogo de futebol. Érica, que era representante comercial, foi morta com oito facadas. O réu responde em liberdade ao crime de homicídio doloso qualificado por feminicídio, motivo fútil e meio cruel cometidos na frente de seus filhos.

O homem confessou o crime dizendo que a discussão aconteceu no dia seguinte à final da Copa Libertadores daquele ano, que o Palmeiras venceu por 1 a 0 num jogo contra o Santos. Leonardo afirmou ter dado as facadas para se defender dela. Vizinhos acionaram a Polícia Militar depois de ouvir os gritos.

Laudo mostra as facadas que Érica levou (Foto: Divulgação)

O casal morava com dois filhos gêmeos, que tinham cerca de dois anos na época e que presenciaram a cena. A vítima foi encontrada pela PM sobre uma poça de sangue e caída no chão da cozinha. Leonardo também estava ferido. A versão inicial dele era a de que a esposa havia cometido suicídio, mas logo ele mudou a versão. Foram três facadas no peito, quatro nas costas e uma nas pernas.

Ele falou que os dois tinham “desavenças devido a cada um ser torcedor de time de futebol diferente”. E que a mulher o cortou com a faca, mas ele conseguiu pegá-la e a esfaqueou de volta, com “vários golpes que causaram a morte dela”. A faca foi apreendida.

Leonardo foi solto em 2021 por decisão da Justiça, depois de a defesa alegar que o Ministério Público estava demorando para se manifestar sobre o caso. Depois disso, o MP se manifestou, a Justiça acatou a denúncia e o julgamento começou a avançar. A pena pode chegar a 30 anos de prisão.