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Mulher presa ao tentar levar bebê de hospital do DF diz que estava testando segurança: “Foi brincadeira”

Técnica de enfermagem foi detida em flagrante após tentar sair com recém-nascido

Uma técnica de enfermagem de 44 anos foi presa em flagrante após tentar retirar um bebê recém-nascido do Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal, na tarde do último sábado (28). A mulher, identificada como Eliane Borges Tavares Dias Vieira, foi contida por seguranças da unidade ao tentar sair com a criança sem autorização.

Segundo testemunhas, a profissional teria enrolado o bebê em um lençol e seguido em direção à porta principal do hospital, mas foi impedida por uma vigilante. A equipe acionou a Polícia Militar, que efetuou a prisão no local.

De acordo com a Polícia Civil, o recém-nascido havia vindo ao mundo poucas horas antes e a mãe estava sedada no momento da ação. A criança foi recuperada sem ferimentos e devolvida à família.

Em depoimento, Eliane afirmou que não tinha intenção de retirar o bebê da unidade e alegou que a situação se tratava de uma “brincadeira” para testar a segurança do hospital. Segundo ela, a ideia teria surgido durante uma conversa com uma colega de trabalho.

“Eu não tive intenção jamais de tirar o recém-nascido da mãe. Já trabalhei em vários hospitais, cuido das crianças, não tinha essa intenção”, declarou.

O Hospital Regional de Santa Maria é o segundo maior hospital público do DF – Divulgação/GDF

A defesa da técnica, representada pela advogada Graziella Bitencurt, informou que não comentará detalhes do caso neste momento. No entanto, destacou que a investigada passou por um “grave abalo emocional” após a morte do filho, em junho de 2025, no Chile. Ainda conforme a defesa, ela ficou afastada do trabalho por um período prolongado e retornou às atividades em janeiro deste ano, mantendo acompanhamento médico e uso de medicação.

Em nota, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), responsável pela unidade, informou que a funcionária foi afastada imediatamente e que abriu procedimento interno para apurar o ocorrido. O órgão destacou ainda que mantém protocolos rigorosos de controle, identificação e circulação, especialmente em maternidades, para garantir a segurança de pacientes e recém-nascidos.

No domingo (29), a técnica passou por audiência de custódia e foi liberada pela Justiça mediante o cumprimento de medidas cautelares. Entre as determinações, está a proibição de deixar o Distrito Federal por mais de 30 dias sem autorização judicial.

A decisão também estabelece que a investigada mantenha distância mínima de 300 metros do hospital, salvo em casos de urgência médica, além de proibir o acesso a unidades neonatais, como maternidades, centros obstétricos, UTIs neonatais e berçários, durante o andamento das investigações e eventual ação penal.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal.

O que diz o Iges-DF

“O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) informa que identificou, na tarde deste sábado (28), no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), uma tentativa indevida de retirada de uma criança da unidade por uma colaboradora, sem qualquer autorização e em total desacordo com os protocolos institucionais.

A ação foi imediatamente identificada e interrompida pela equipe de segurança do hospital, que atuou com rigor e prontidão, acionando a Polícia Militar e impedindo qualquer desfecho irregular. A colaboradora foi conduzida à delegacia para os procedimentos cabíveis.

O IgesDF destaca que dispõe de equipes de segurança altamente qualificadas e treinadas, com atuação rigorosa especialmente nos fluxos das maternidades, que seguem protocolos estritos de controle, identificação e circulação, assegurando a proteção integral de pacientes e recém-nascidos.

A profissional foi afastada de forma imediata, e o caso está sob análise das áreas competentes para a adoção de todas as medidas administrativas e legais.

O Instituto reforça que não tolera qualquer conduta que viole suas normas e atua com absoluto rigor na apuração de fatos que possam comprometer a segurança de pacientes, familiares e equipes assistenciais, mantendo plena colaboração com as autoridades.”