HISTÓRICO DE ABUSO SEXUAL

Caso Madeleine: suspeito informou polícia portuguesa que era um predador sexual um ano antes do crime

Novas informações sobre o desaparecimento da menina Madeleine McCann reforçam a tese de imperícia das…

Novas informações sobre o desaparecimento da menina Madeleine McCann reforçam a tese de imperícia das autoridades portuguesas na condução das investigações sobre o caso. De acordo com o jornal português Expresso, a Polícia Judiciária local tinha conhecimento do histórico de abuso sexual de Christian Brückner um ano antes da do crime. Mesmo assim, o alemão não foi investigado.

Foi o próprio Christian Brückner que confessou, durante depoimento, em 8 de abril de 2006, que tinha uma condenação por crime sexual na Alemanha. Ele foi interrogado pela juíza Antonieta do Nascimento, do tribunal de Portimão, onde respondia a um inquérito por participação em um roubo de combustível.

Madeleinne McCann tinha 3 anos quando sumiu do quarto de hotel onde estava hospedada com a família na Praia da Luz, em 7 de maio de 2007. Apesar da confissão, o nome de Brückner não constava na lista de criminosos sexuais da força tarefa montada após desaparecimento, e as investigações jamais chegaram até ele.

Brückner só se tornou suspeito muitos anos depois do crime. Em 2017, ele bebia com amigos em um bar na Alemanha, quando disse que sabia o que havia acontecido com Madeleine McCann em Portugal. O alemão, atualmente com 43 anos, está preso e é o principal suspeito do sequestro e assassinato de Madeleine.

Suspeito deu aviso

O principal suspeito no sequestro da menina Madeleine mostrou sua minivan apenas alguns meses antes de ela desaparecer, e se gabou de que “poderia transportar crianças” no veículo. O alemão Christian Brueckner teria feito o comentário ao pai de uma amiga, que morava na vila portuguesa de Foral, a cerca de 64 km da Praia da Luz, em Portugal, no resort de onde a criança desapareceu.

Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, o homem — que pediu para ser chamado apenas de Dieter F — estava visitando sua filha, a assistente social Nicole, quando Brueckner chegou com um grande Winnebago de cor creme, com placas de Hanover. Brueckner pediu para encher a van com água e recarregar a bateria, como havia feito várias vezes antes, e aproveitou a oportunidade para mostrar o interior a Dieter.

“Ao olhar para dentro, perguntei a ele: “Herr Brueckner, o que você faz em Portugal? Qual é o seu trabalho?” Ele me disse: “Eu trabalho, ganho dinheiro, porque tenho um negócio especial. Eu transportei grama (maconha) na minha van”. Fiquei surpreso, não acreditei”, disse ao jornal.