AMAVA OS ANIMAIS

Cerca é deixada aberta e guia de 21 anos é morta por tigre no Chile

Uma jovem de 21 anos morreu após ser atacada por um tigre no Safari Park,…

Uma jovem de 21 anos morreu após ser atacada por um tigre no Safari Park, na comuna de Rancagua (Chile). Ela trabalhava como guia de turismo e também ajudava a limpar as jaulas dos animais quando foi atacada, na última sexta-feira (6).

Quem vê o Instagram de Catalina Torres Ibarra, a chilena graduada em ecoturismo e que trabalhou no zoológico por dois anos, pode perceber a paixão dela pelos animais. Dentro de uma jaula, ela conduzia os visitantes para dentro dos territórios de tigres e leões, mas nunca tinha contato direto.

Até que Ibarra entrou no espaço do tigre para ajudar a limpar, mas não sabia que um dos animais estava solto. Quando soube, já era tarde demais. A funcionária foi mordida no pescoço por um dos felinos e não resistiu aos ferimentos.

Há divergências, porém, sobre o motivo da presença da jovem no local. Segundo o gerente do zoológico, Antonio Rojas, Ibarra não deveria estar limpando jaulas, uma vez que não era a função dela, mas se estivesse, deveria ser a jaula do leão, e não do tigre.

“Naquele recinto havia um tigre que estava trancado em seu quarto e outro que estava solto no recinto, mas não solto no zoológico, estava em um recinto com cadeado”, começou a explicar Rojas, segundo o jornal chileno Meganoticias.

“As pessoas que estavam limpando o setor de entrada dos leões receberam instruções para simplesmente limpar a entrada dos leões e não a entrada dos tigres”, disse.

Mas o colega de trabalho da vítima, o funcionário Leonardo, disse que houve negligência por parte do zoológico e que a amiga tinha, sim, recebido instruções para entrar na jaula do tigre.

“Pelo que eu sei, ela foi enviada para fazer essa tarefa e não foi informada de que a cerca do tigre estava aberta”, disse o homem.

Segundo o site La Tercera, o Ministério Público do Chile investiga se houve, ou não, negligência por parte do estabelecimento.