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Enterro de cães e gatos em jazigos de tutores passa a ser permitido em São Paulo

Projeto de lei foi sancionado nesta terça-feira (10)

O enterro de cães e gatos em jazigos de tutores passou a ser permitido em São Paulo. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou nesta terça-feira (10) o projeto de lei que autoriza o sepultamento de pets em jazigos pertencentes aos seus donos ou a familiares. A norma já está em vigor e vale para todo o estado.

O texto é de autoria dos deputados estaduais Eduardo Nóbrega e Ricardo França, ambos do Podemos. Pela nova regra, as normas específicas sobre o sepultamento dos animais deverão ser regulamentadas pelo serviço funerário de cada município. Já os cemitérios particulares poderão estabelecer critérios próprios, desde que respeitem a legislação vigente.

De acordo com a lei, todo e qualquer custo relacionado ao enterro deverá ser custeado pela família titular do jazigo.

Projeto Bob Coveiro

A proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) em dezembro do ano passado e ficou conhecida como “Projeto Bob Coveiro”.

Segundo os autores, a iniciativa busca oferecer uma alternativa mais acessível e respeitosa às famílias que desejam enterrar seus animais de estimação. “O afeto pelos animais de estimação tem se tornado cada vez mais evidente na sociedade. Com um vínculo afetivo comparável ao de familiares, muitos tutores buscam formas de honrar seus pets até mesmo após a morte”, afirmaram os parlamentares.

O nome do projeto é uma homenagem a Bob, um cachorro que viveu por cerca de dez anos no cemitério de Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, após a morte de sua tutora. O animal acompanhou o sepultamento da dona e nunca mais deixou o local. Conhecido e querido por frequentadores e funcionários, Bob costumava acompanhar enterros e confortar famílias enlutadas.

Em 2021, ele morreu após ser atropelado por um motociclista que não prestou socorro. O cachorro foi enterrado ao lado da tutora, em uma despedida marcada por flores e comoção.

Cachorro Bob Coveiro, que viveu durante dez anos em cemitério de Taboão da Serra após morte de sua tutora – Bob Coveiro no Facebook