Ao participar nesta quarta-feira, em São Paulo, da mesa redonda de lançamento do Ranking de Competitividade dos Estados, o governador Marconi Perillo afirmou que a competitividade e a inovação tecnológica são a chave da retomada do crescimento econômico do Brasil e já são a prioridade do Governo de Goiás para o quarto mandato. Ao lado dos governadores Geraldo Alckmin (SP), Raimundo Colombo (SC) e José Ivo Sartori (RS) durante os debates na BM&F Bovespa, onde o evento foi realizado, Marconi disse, no entanto, que as políticas de estímulo ao crescimento dependem essencialmente de “uma agenda profunda de reformas estruturais” da máquina pública, da previdência e do regime tributário.
Mediados pelo presidente do Centro de Liderança Pública (CLP), Luiz Felipe d’Ávila, os quatro governadores debateram o tema Como ser um Estado competitivo de forma sustentável?. Em seu pronunciamento, Marconi apresentou as ações dos programas Goiás Mais Competitivo e Inova Goiás e afirmou que o governo estadual vem alcançando resultados extremamente positivos no estímulo à economia do Estado ao propor ao setor produtivo a adoção de medidas e parcerias para estimular a competitividade, desenvolver a tecnologia e priorizar a inovação.
O lançamento do Ranking de Competitividade dos Estados é uma iniciativa do Centro de Liderança Pública (CLP), da Tendências Consultoria (TC) e da Economist Intelligence Unit (EIU). O ranking identifica quais estados brasileiros estão melhorando a competitividade e os serviços públicos para os cidadãos.
“Goiás está voltado para o cumprimento de metas ousadas na competitividade e na inovação”, disse Marconi, afirmando que o lançamento do Ranking de Competitividade dos Estados será “extremamente benéfico” para a retomada do crescimento do País, tendo os governos estaduais como protagonistas desse processo. Ele destacou a importância do ranking: “É um farol. Funciona como um indicador do que não podemos retroceder. Sempre fomos um Estado forte no agronegócio, mas diversificamos nossa economia, atraindo montadoras e indústrias farmacêuticas”.
O governador de Goiás disse também que, no entanto, o País ainda aguarda a realização de reformas estruturais profundas, como a da Previdência, da folha de pagamento do funcionalismo e da dívida pública. Observou que os investimentos da União em infraestrutura, saúde, educação e segurança, essenciais para o aumento da competitividade, dependem em grande parte dessas reformas.
No ranking geral de competitividade, o Estado de Goiás ficou em 10.º lugar. Com destaques por ser o terceiro mais bem posicionado em tratamento de esgoto e segundo em resolução de roubos de carro. Goiás também alcançou o 7.º lugar em sustentabilidade social e em educação e a 9.ª posição em potencial de mercado.
Membro da CPL, Luiz Felipe D’Ávila observou que o governador Marconi Perillo começou a atual administração atuando de forma decisiva para aumentar a competitividade de Goiás e melhorar ainda mais os indicadores sociais e econômicos de Goiás. “O ranking de competitividade do Estado de Goiás vem sendo uma experiência extraordinária. Vejo o empenho do governador Marconi Perillo, do seu governo, em comprar as boas brigas políticas para que o governo tenha mudanças da gestão pública e na melhoria da competitividade”, afirmou D’Ávila.
Ranking
O ranking de competitividade dos Estados contempla 10 pilares estratégicos: infraestrutura, sustentabilidade social; sustentabilidade ambiental; solidez fiscal; capital humano; eficiência da máquina pública, educação, segurança pública, potencial de mercado e inovação. Os indicadores medem os impactos nessas áreas e são apurados por fonte externas e de referência, com atualização periódica e abrangência nacional. O ranking identifica quais estados brasileiros estão melhorando a competitividade e os serviços públicos para os cidadãos.
O CLP é uma organização da sociedade civil que prepara líderes públicos que vão transformar o Brasil, com atuação em Educação, Mobilização, e Gestão da Transformação. A EIU é a divisão de pesquisa e análise do The Economist Group, empresa irmã da Revista The Economist. A Tendências é uma das maiores consultorias econômicas do Brasil, referência em assuntos econômicos, financeiros e políticos.
Macrorreformas
Os governadores participantes foram unânimes em afirmar para a plateia de empresários e investidores que o País não pode deixar de lado a agenda das reformas da previdência, tributária e trabalhista.
“Concordo que o ajuste não seja o fim, mas o meio. E nossa agenda em Goiás é em inovação e competitividade. Não é fácil fazer ajuste. Temos que reduzir custos administrativos para chegarmos em 2016 conseguindo fazer investimentos”, sentenciou Marconi. Ele destacou as “medidas severas” adotadas ainda no final do terceiro mandato, diante do cenário de crise econômica nacional que se desenhava para 2015, para “viabilizar a retomada dos investimentos públicos do Governo do Estado” nas áreas estratégicas para uma nova aceleração do crescimento.
“O Brasil cresceu muito nas últimas décadas, porém ele ficou caro antes de ficar rico”, afirmou Geraldo Alckmin. Segundo o governador paulista, o ajuste é necessário, mas a macroeconomia nacional está equivocada. “Só não estamos piores porque o câmbio mudou e vai salvar o agronegócio e a indústria em 2016,” ressaltou. Os governadores também classificaram de “urgente” a reforma com um novo Pacto Federativo, para reduzir o tamanho da União na tomada de decisões e descentralizar a administração pública do País.
Marconi destacou o crescimento do PIB em Goiás, acima da média brasileira, entre 2005 e 2014. “Multiplicamos nosso PIB por 8 entre 1998 e 2014. Fomos o Estado que mais reduziu a distância entre ricos e pobres na última década”, observou, ao citar os avanços do Estado no desenvolvimento econômico e humano. Ele disse ainda que a população está atenta à agenda dos governos: “Existe uma conscientização popular, as pessoas possuem informações e sabem o que é benéfico para o Estado”.