Nem sempre é amor: especialista alerta para 9 red flags em relacionamentos
Fundadora da ONG Cruzando Histórias, Bia Diniz explica como comportamentos comuns podem esconder violências e destaca a importância da educação emocional

Comportamentos muitas vezes normalizados em relacionamentos podem esconder sinais de alerta importantes — as chamadas “red flags”. Segundo a fundadora da ONG Cruzando Histórias, Bia Diniz, atitudes como ciúmes excessivo, controle disfarçado de cuidado e desvalorização constante podem indicar relações pouco saudáveis e, em alguns casos, até situações de violência.
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De acordo com a especialista, um dos principais desafios é justamente identificar esses sinais no dia a dia. “Muitas pessoas associam violência apenas a agressões físicas, mas ela também pode ser emocional, psicológica e até silenciosa”, explica. Nesse contexto, comportamentos como isolamento de amigos e familiares, invasão de privacidade e manipulação emocional costumam aparecer de forma sutil, o que dificulta a percepção.
Sinais que merecem atenção
Entre os principais sinais de alerta em relacionamentos, estão:
- Ciúmes excessivo e comportamento possessivo
- Controle da rotina, roupas ou amizades
- Tentativas de afastar a pessoa de amigos e familiares
- Invasão de privacidade (celular, redes sociais, senhas)
- Críticas constantes e desvalorização
- Manipulação emocional e sentimento de culpa frequente
- Mudanças bruscas de comportamento (carinho e agressividade)
- Falta de respeito aos limites
- Sensação constante de medo, insegurança ou ansiedade
Segundo Bia Diniz, esses comportamentos não devem ser romantizados. “Quando o cuidado vira controle e o amor gera sofrimento constante, é preciso ligar o sinal de alerta”, afirma.
Educação emocional como prevenção
Para a fundadora da ONG, a educação emocional é uma ferramenta essencial para prevenir relacionamentos abusivos. Isso envolve reconhecer sentimentos, estabelecer limites e desenvolver relações baseadas em respeito e autonomia. “A gente precisa aprender, desde cedo, o que é um vínculo saudável. Amor não pode ser sinônimo de dor ou controle”, reforça.
A orientação é buscar apoio ao identificar sinais de alerta, seja com amigos, familiares ou profissionais. Em casos mais graves, a denúncia e o acesso à rede de proteção são fundamentais para interromper ciclos de violência e garantir segurança.
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