ASSEMBLEIA

No dia que taxa do agro pode ir a plenário, deputados retomam críticas

O projeto de lei que cria o Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra) na Agência Goiana…

O projeto de lei que cria o Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra) na Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) – de taxação do agro – retornará à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) nesta quinta-feira (17) e pode ir a plenário nesta data. Na tribuna da sessão ordinária, parlamentares voltaram a discursar contra a matéria. Alguns saíram em defesa da proposta.

O deputado estadual Gustavo Sebba (PSDB) disse que, como o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) já está reeleito, ele não liga mais para os produtores rurais. Ele afirmou, ainda, que todos os 41 parlamentares tiveram votos do agro e que eles têm a chance de reverter essa proposta.

Jeferson Rodrigues (Republicanos), em vez de discursar, passou uma mensagem de Mauro Mendes, governador do Mato Grosso, para defender a taxação do agro, que já ocorre naquele Estado. Em vídeo, ele citou que os produtores ficaram “zangados no começo”, mas que com o fundo foi possível conseguir avançar muito na infraestrutura. “Estrada boa é logística melhor.” Jeferson encerrou depois do vídeo que foi assistido com vaias de agropecuaristas na tribuna.

Paulo Cezar Martins (PL) disse que Jeferson só teve voto dos “irmãos evangélicos” e que não precisa dos produtores. “Lembrem disso.” Ele, então, aproveitou para passar o vídeo de Caiado dizendo que não taxaria o agro, gravação de alguns anos em Jataí que viralizou quando o projeto começou a ser anunciado. Paulo, então, disse que o governador usou os produtores. “Os senhores financiaram como deputado federal. E agora ele dá o troco para ser presidente da República. A partir de amanhã coloquem trator na porta da Assembleia. Ele quer fazer 3 mil km de rodovia para ser presidente às custas de vocês. Aqui tem ‘passa-fome’ do governo. Vocês não são. Vocês são nossos patrões.”

Líder do governo, Bruno Peixoto (União Brasil) foi o último a falar. Ele apresentou um slide com projetos de infraestrutura para o Estado, entre GOs, implantação de pontes, duplicação e mais. Este, segundo o deputado, foram entregues pela Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) e necessitam de recursos. Segundo ele, inclusive, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Zé Mário, apoia os projetos do Estado. Bruno precisou falar alto, abafado por vaias e palavras de ordem.

A taxação prevista no projeto pode chegar até 1,65% e serve para compensar a perda de arrecadação do ICMS por medida do governo federal, conforme justifica o Estado. Esta não terá incidência em toda a produção agropecuária. Apenas os produtores de milho, soja, cana de açúcar, carnes e minérios serão contribuintes. A proposta do governo estadual é que o valor arrecadado vá para um fundo e seja investido na infraestrutura do Estado.

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