PM prende suspeito que usou duas armas para atirar contra ex-mulher em barraca de pastel em SP
Homem foi localizado na mesma região do crime contra ex-mulher na barraca de pastel, ocorrido em dezembro

(Folhapress) Policiais militares prenderam na tarde desta segunda-feira (26) o suspeito de atirar com duas armas contra a ex-mulher em uma pastelaria na rua Ushikichi Kamiya, no Jardim Fontalis, zona norte de São Paulo. O crime ocorreu em dezembro.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o homem conversa com a vítima e, em seguida, efetua os disparos à curta distância. A mulher foi atingida nas costas e nas pernas, recebeu atendimento no local e foi levada ao Hospital das Clínicas em estado estável.
Nesta segunda-feira, durante patrulhamento preventivo, os policiais foram informados de que o autor da tentativa de feminicídio estava nas proximidades. Ele foi localizado na rua São José Operário, na mesma região do crime.
Segundo a Polícia Militar, o suspeito resistiu à prisão e tentou fugir a pé, abandonando uma arma durante a fuga. Após perseguição, foi alcançado e detido. Ele foi encaminhado ao 73° DP (Jaçanã), mesma delegacia em que foi registrada a tentativa de feminicídio. A defesa não foi encontrada pela reportagem.

Prefeitura quer evitar feminicídios dando mais atenção a mulheres que chegam nos serviços de saúde com lesões
Antes de serem eliminadas pelos maridos, namorados ou parceiros íntimos, a maioria das vítimas de feminicídio passam pela rede municipal de saúde com sinais de agressão. Seria possível salvá-las da morte se as informações relacionadas a essas ocorrências tivessem sido melhor trabalhadas desde o início, pelo poder público? Muitas ainda estariam vivas se tivessem sido incluídas a tempo em redes de proteção?
Convicta de que a resposta é sim, a Secretaria de Saúde de Goiânia montou um comitê com a missão de qualificar dados sobre homicídios femininos na Capital. Esse comitê está desenvolvendo um método investigativo que visa conferir mais objetividade às informações que são incluídas nos sistemas, de modo a evitar que mulheres morram por causa da imprecisão nos dados, que as leva à invisibilidade.
Estudos revelam que, quando as mulheres são notificadas no serviço de saúde como vítimas de violência ou em situações de violência, a chance de escapar do ciclo em que estão inseridas aumenta. Quando há encaminhamento para uma delegacia especializada, o risco de internação cai 40%; o risco de morrer por causa externa reduz 64%; e o risco de morrer por feminicídio fica 64% menor.
Se a mulher é notificada como vítima de violência e encaminhada a serviços de Justiça, nota-se a redução de 55% do risco de internação por causas externas. O risco de morte por causas externas decresce 61% e o risco de feminicídio cai 80%. Por fim, quando a mulher que deu entrada na rede municipal de saúde é encaminhada para serviços de referência em atendimento à mulher, o risco de feminicídio reduz 71%.