Política

PT fala em sequestro de Maduro enquanto clã Bolsonaro comemora ação dos EUA

Em nota, partido disse que houve agressão militar. Filhos do ex-presidente Bolsonaro falam em "dias terríveis" para líderes de esquerda

O Partido dos Trabalhadores (PT) classificou neste sábado (3) a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos como um “sequestro”, enquanto filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro comemoraram publicamente a ofensiva americana contra a Venezuela e atacaram o governo Lula.

Em nota, o PT afirmou que houve “agressão militar” dos EUA e que, “diante dos fatos divulgados, o ato se caracteriza como um sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama”. O partido definiu a operação como a mais grave agressão internacional na América do Sul no século 21 e alertou para riscos à estabilidade regional, sobretudo para o Brasil, que mantém cerca de 2 mil quilômetros de fronteira com a Venezuela.

A nota, reproduzida pelo presidente da sigla, Edinho Silva, trata Maduro como presidente, embora sua reeleição seja contestada e não reconhecida nem mesmo pelo governo Lula. Em manifestação própria, o presidente não citou Maduro nominalmente e fez apenas um alerta contra a interferência militar no continente.

Em sentido oposto, filhos de Jair Bolsonaro celebraram a ação dos EUA. Carlos Bolsonaro falou em “perseguição ideológica” e relacionou a queda de Maduro a episódios envolvendo o pai. Flávio Bolsonaro atacou Lula, citou “eleições fraudadas” e o Foro de São Paulo. Já Eduardo Bolsonaro afirmou que o regime venezuelano é o “pilar financeiro, logístico e simbólico” do foro e disse que, com a captura de Maduro, líderes de esquerda da região “terão dias terríveis”, encerrando com: “Viva a liberdade!”.

Outros partidos também se posicionaram. O PSB repudiou qualquer ação militar estrangeira, apesar de condenar violações de direitos humanos do regime venezuelano. O PSDB criticou a “invasão norte-americana”, defendeu a autodeterminação dos povos e afirmou não apoiar o governo de Maduro, responsabilizando gestões do PT por terem ignorado a crise venezuelana.

Com informações da Folha de S. Paulo

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