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Câncer de mama: conheça os hábitos que aumentam o risco de contrair a doença

Mais de 25% dos diagnósticos estão associados a hábitos modificáveis

Entender o câncer de mama e os hábitos que aumentam o risco de desenvolver a doença é fundamental diante do avanço dos casos no mundo. Dados recentes mostram que fatores ligados ao estilo de vida têm impacto direto no crescimento dos diagnósticos e das mortes associadas ao tumor. Veja abaixo os hábitos que aumentam o risco de contrair a doença!

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De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o câncer de mama está entre as principais causas de morte entre mulheres, com maior incidência em países em desenvolvimento. Um estudo publicado na revista científica The Lancet Oncology aponta que os diagnósticos podem saltar de 2,3 milhões por ano para 3,5 milhões até 2050. Já as mortes anuais podem crescer 44%, chegando a quase 1,4 milhão.

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A pesquisa analisou dados entre 1990 e 2023 e projetou cenários até 2050, considerando renda, perfil demográfico e fatores de risco em 21 regiões do mundo. Os resultados indicam que mudanças no estilo de vida e no envelhecimento populacional estão diretamente ligadas ao aumento da mortalidade prematura feminina.

Nos Estados Unidos, por exemplo, os casos cresceram 23,4% entre 1990 e 2023, alcançando cerca de 259 mil diagnósticos por ano. A taxa de incidência no país é uma das mais altas do mundo: 92,5 casos a cada 100 mil mulheres.

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Hábitos que aumentam o risco de câncer de mama

Especialistas identificaram fatores modificáveis, ou seja, que podem ser alterados, responsáveis por mais de um quarto da carga global da doença. Confira os principais:

1. Inatividade física

O sedentarismo está associado ao aumento do risco de câncer de mama. A recomendação é praticar entre 150 e 300 minutos semanais de atividade moderada ou 75 a 150 minutos de exercícios intensos, distribuídos ao longo da semana.

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2. Excesso de peso e obesidade

O sobrepeso, especialmente após a menopausa, eleva o risco porque o tecido adiposo passa a ser a principal fonte de estrogênio no corpo. Níveis elevados desse hormônio estimulam tumores sensíveis a hormônios. A obesidade também está ligada à inflamação crônica e à resistência à insulina.

3. Consumo de álcool

O risco aumenta conforme a quantidade ingerida. O álcool pode elevar os níveis de estrogênio e causar danos ao DNA das células mamárias. Mesmo pequenas quantidades já estão associadas ao aumento do risco.

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4. Tabagismo

O tabagismo expõe o tecido mamário a substâncias cancerígenas capazes de provocar mutações genéticas. A exposição ao fumo passivo também é considerada prejudicial.

5. Terapia hormonal prolongada

O uso de terapia de reposição hormonal combinada (estrogênio e progesterona) por mais de cinco anos pode elevar o risco, especialmente na pós-menopausa.

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6. História reprodutiva

Primeira gravidez após os 30 anos, não amamentar, menarca precoce (antes dos 12 anos) e menopausa tardia (após os 55) estão entre os fatores associados ao aumento do risco.

7. Alimentação inadequada

Dietas ricas em gorduras saturadas e alto consumo de carne vermelha podem contribuir para o risco. Por outro lado, padrões alimentares como a dieta mediterrânea, baseada em frutas, vegetais, grãos integrais, azeite e oleaginosas, estão associados à redução da probabilidade de desenvolver a doença.

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Casos crescem entre mulheres jovens

Além do aumento geral, os diagnósticos também avançam entre mulheres mais jovens. Entre 2004 e 2021, os casos em mulheres de 20 a 39 anos cresceram quase 3%, mais que o dobro do registrado entre mulheres de 70 a 79 anos.

Câncer de mama: fatores que não podem ser modificados

Alguns riscos não dependem do estilo de vida:

  • Ser mulher e ter mais de 50 anos
  • Histórico familiar e mutações genéticas como BRCA1 e BRCA2
  • Fatores hormonais naturais ligados ao ciclo reprodutivo

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Prevenção e detecção precoce

Especialistas recomendam conversar com o médico sobre exames de rastreamento, como mamografias e exames clínicos, além de manter atenção a qualquer alteração nas mamas.

A adoção de hábitos saudáveis, controle do peso, prática regular de exercícios, alimentação equilibrada e redução do consumo de álcool e tabaco podem ajudar a mudar o cenário da doença nas próximas décadas.

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