Câncer de testículo: 4,1 mil brasileiros morreram na última década; saiba os sintomas
Mais de 17 mil testículos precisaram ser removidos para tratar a doença

O câncer de testículo segue como um alerta importante de saúde pública no Brasil: cerca de 4,1 mil brasileiros morreram na última década em decorrência da doença, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia com base em dados do Ministério da Saúde. Diante do cenário, especialistas reforçam a importância de reconhecer os sinais e sintomas precocemente para aumentar as chances de cura.
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Além das mortes, o estudo aponta que aproximadamente 17 mil cirurgias de retirada do testículo foram realizadas entre 2016 e 2025. Embora represente cerca de 5% dos tumores urológicos, o câncer de testículo afeta principalmente homens jovens, especialmente entre 20 e 39 anos — faixa etária que concentra a maior parte dos casos graves.
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Câncer de testículo e diagnóstico precoce
O principal desafio no combate ao câncer de testículo ainda é o diagnóstico tardio. Um levantamento do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo indica que cerca de 60% dos pacientes iniciam o tratamento já em estágio avançado, o que reduz as chances de cura e exige abordagens mais agressivas.
Por outro lado, quando identificado precocemente, o índice de cura é alto e pode superar 95%. Por isso, campanhas como o Abril Lilás buscam conscientizar a população masculina sobre a importância do autoexame e da avaliação médica.
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Saiba os sintomas
O sinal mais comum do câncer de testículo é o surgimento de um nódulo — geralmente um caroço duro e indolor. Esse é o principal indicativo que deve levar o paciente a procurar um especialista.
Outros sintomas incluem:
- Aumento do volume ou mudança na consistência do testículo
- Sensação de peso na bolsa escrotal
- Dor na região inferior do abdômen
- Sensibilidade ou crescimento das mamas (em casos mais raros)
O autoexame pode ser feito durante o banho, com a palpação cuidadosa dos testículos, comparando possíveis alterações entre eles.
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Fatores de risco
Entre os principais fatores de risco para o câncer de testículo, especialistas destacam a criptorquidia — condição em que o testículo não desce corretamente na infância. Histórico familiar e exposição a determinados agentes químicos também podem aumentar as chances de desenvolvimento da doença.
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Tratamento e cuidados
O tratamento inicial mais comum para o câncer de testículo é a cirurgia para retirada do órgão afetado. Dependendo do estágio da doença, pode ser necessário complementar com quimioterapia ou radioterapia.
Apesar de eficaz, o tratamento pode impactar a fertilidade, motivo pelo qual especialistas recomendam discutir alternativas como a preservação de sêmen antes do início dos procedimentos.
O reforço dos médicos é claro: mesmo sendo uma doença que não pode ser evitada, o diagnóstico precoce é a principal ferramenta para reduzir a mortalidade e aumentar as chances de recuperação.
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