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Goiás investiga cinco casos suspeitos de Mpox

Estado monitora casos de Mpox em seis cidades e reforça orientações para prevenção e procura por atendimento médico

Goiás contabiliza 15 notificações suspeitas de Mpox em 2026, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES) nesta semana. Desse total, dez já foram descartadas e cinco seguem em investigação epidemiológica, sem confirmações até agora. Nove dos registros foram em Goiânia, dois em Anápolis e os demais em Jataí, Goianira, Goianésia e Santa Cruz de Goiás.

Em 2025, Goiás registrou 171 notificações suspeitas de Mpox. Destas, 14 foram confirmadas por exames e não houve mortes. Todos os pacientes diagnosticados receberam acompanhamento clínico e monitoramento das equipes de saúde.

De acordo com a pasta estadual, o monitoramento epidemiológico permanece ativo para identificar rapidamente qualquer confirmação e conter possíveis transmissões.

88 casos confirmados no Brasil

No cenário nacional, dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil soma 88 casos confirmados de Mpox em 2026. A maior concentração está em São Paulo, com 62 registros, seguido do Rio de Janeiro, com 15. Também há confirmações quatro em Rondônia, três em Minas Gerais, dois no Rio Grande do Sul, além de um caso no Paraná e um no Distrito Federal. Até agora, não houve mortes neste ano e a maior parte dos pacientes apresentou quadros leves ou moderados. Em 2025, o país contabilizou 1.079 diagnósticos e dois óbitos relacionados à doença.

Como ocorre a transmissão?

A Mpox é causada pelo vírus Monkeypox e se espalha principalmente por contato próximo com pessoas infectadas. A transmissão pode ocorrer por toque direto nas lesões, contato com sangue, secreções, saliva, mucosas ou objetos contaminados, além de proximidade respiratória, como falar ou respirar perto de alguém doente. Relações sexuais, beijos e contato pele a pele também podem transmitir o vírus.

O período entre a exposição e o início dos sintomas costuma variar de três a 16 dias, podendo chegar a 21.

O sinal mais frequente é a erupção cutânea semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. Também são comuns febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, cansaço e inchaço dos gânglios. As lesões podem aparecer no rosto, mãos, pés, genitais, virilha e região anal.

Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem espontaneamente. Porém, bebês, crianças e pessoas com imunidade baixa têm maior risco de complicações, que podem incluir pneumonia, encefalite, miocardite, infecções bacterianas graves e problemas oculares.

O que fazer em caso de suspeita

Autoridades de saúde orientam que qualquer pessoa com sintomas procure imediatamente uma unidade médica para avaliação e exame laboratorial que é a única forma de confirmar o diagnóstico. Também é recomendado evitar contato com outras pessoas e seguir isolamento até liberação médica.

Segundo o ministério, pacientes suspeitos ou confirmados não podem compartilhar objetos pessoais, como toalhas, roupas e talheres, e manter higiene rigorosa. Lavar as mãos com frequência e desinfetar superfícies são medidas essenciais para reduzir a transmissão.

Tratamento e prevenção

Não existe medicamento específico aprovado contra Mpox. O tratamento é voltado para aliviar sintomas, prevenir complicações e evitar sequelas. Casos graves podem exigir internação e uso de antivirais.

A principal forma de prevenção continua sendo evitar contato direto com pessoas infectadas. Quando esse contato for inevitável, a recomendação é usar máscara, luvas, avental e proteção ocular.