Tragédia em Minas Gerais: número de mortos por temporais em Juiz de Fora e Ubá chega a 38
Chuva provoca enchentes, deslizamentos e deixa desaparecidos na Zona da Mata mineira

Subiu para 38 o número de mortos em decorrência do temporal que atingiu Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata mineira. A atualização foi divulgada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais às 12h11 desta quarta-feira (25). Cinco corpos foram resgatados durante a madrugada, e ainda há desaparecidos.
Segundo os bombeiros, o total de vítimas fatais chegou a 32 em Juiz de Fora. Nas primeiras horas do dia, foram localizados corpos nos bairros Paineiras (1), Esplanada (3) e Vila Ideal (1). O município ainda contabiliza 28 pessoas desaparecidas.
Em Ubá, seis pessoas morreram em decorrência das chuvas, e duas seguem desaparecidas.
Números atualizados
Juiz de Fora
- Mortos: 32
- Desabrigados: 3.000
- Desalojados: 400
- Desaparecidos: 28
Ubá
- Mortos: 6
- Desabrigados: 26
- Desalojados: 178
- Desaparecidos: 2
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Chuva quase quatro vezes acima da média
O volume acumulado de chuva chegou a 584 milímetros, quase quatro vezes a média histórica para o período na Zona da Mata. O excesso de água provocou o transbordamento do Rio Paraibuna, gerando mais de 40 chamados emergenciais em curto intervalo, incluindo inundações, soterramentos e bloqueios de vias.
Entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada de terça (24), o Corpo de Bombeiros registrou 211 ocorrências relacionadas a deslizamentos e riscos estruturais.
Estado de calamidade
A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, decretou estado de calamidade pública na terça-feira (24), após o município registrar o fevereiro mais chuvoso de sua história.
Segundo a gestora, há dificuldade para obtenção de recursos e para a reconstrução das áreas afetadas, enquanto a população enfrenta luto e incerteza. Ela alertou ainda que o número de mortos pode aumentar devido a soterramentos cujos escombros ainda não foram totalmente removidos.
Apesar do cenário crítico, a prefeitura destaca que há forte mobilização de solidariedade, com doações e ações comunitárias de apoio às famílias atingidas.
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Situação segue em monitoramento
As autoridades federais, estaduais e municipais continuam mobilizadas nas duas cidades. A prioridade, segundo os órgãos de defesa civil, é o resgate de vítimas, o atendimento aos desabrigados e a recuperação de serviços essenciais.
A orientação para moradores de áreas de risco é permanecer atentos aos alertas oficiais e acionar a Defesa Civil em caso de emergência.