Vorcaro estuda fazer acordo de delação premiada
Vorcaro já havia analisado possibilidade de fazer delação em janeiro, mas não tão a sério quanto dessa vez - após a segunda prisão

Segundo apuração de Lauro Jardim, do jornal O Globo, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, leva a sério a possibilidade de negociar um acordo de delação premiada que amenize a passagem dele pelo sistema carcerário brasileiro. Vorcaro é acusado de liderar uma organização criminosa que praticou gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e ocultação de mais de R$ 2 bilhões de patrimônio.
A opção da delação foi levantada pela primeira vez em janeiro, mas naquela época era discutida como uma alternativa ainda distante. Depois da segunda prisão, no dia 4 de março, a estratégia ganhou força. Se resolver levar o acordo adiante, o banqueiro deverá mudar parte da equipe dele de defesa.
A ideia é que a colaboração seja feita com a Polícia Federal, e não com a Procuradoria-Geral da República (PGR) – onde a avaliação é que haja menos espaço para que seja aceita.

Celulares apreendidos
Durante o cumprimento do mais recente mandado de prisão contra Vorcaro, exarado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, a PF apreendeu mais três telefones celulares. Esses aparelhos serão colocados junto aos demais que foram apreendidos na primeira prisão dele, em 17 de novembro de 2025, e serão submetidos a perícia.
Os celulares relacionados à primeira prisão já foram suficientes para causar abalos sísmicos em Brasília. Eles continham mensagens de Whatsapp envolvendo políticos e autoridades do alto escalão dos Três Poderes e deram a sensação de que o escândalo dessa vez pode ser mais grave do que foi o mensalão ou a operação Lava-Jato.
A lista de citados tem o presidente do União Brasil, Antônio Rueda; o ex-governador de São Paulo João Doria; o deputado federal Aécio Neves; o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre; o senador Ciro Nogueira; o presidente Lula; o ex-presidente Jair Bolsonaro; e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.