Secretaria de Saúde vai reforçar ações preventivas contra a Aids neste Carnaval

Órgão vai apoiar ações preventivas realizadas pelos municípios, empresas e instituições durante o Carnaval deste ano, entre os dias 25 e 28 deste mês

A Secretaria da Saúde anunciou que vai apoiar ações preventivas realizadas pelos municípios, empresas e instituições durante o Carnaval deste ano, entre os dias 25 e 28 deste mês. A coordenação de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/Aids) vai fornecer preservativos masculinos, femininos, géis lubrificantes e cartazes que vão colaborar para conscientizar a população de que o preservativo continua sendo a melhor e a forma mais simples de se prevenir de Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids.

Em Goiás, o Hospital de Doenças Tropicais, em Goiânia, é referência no tratamento das doenças infectocontagiosas como o HIV/Aids. Gratuitamente, o governo estadual oferece medicamentos de profilaxia contra doenças oportunistas e o Setor de Adesão do HDT/HAA presta atendimento para orientar gestantes e mães soropositivas. Atende ainda, pacientes encaminhados pelos médicos do hospital para serem orientados por meio de palestras, atendimentos individualizados e contato telefônico sobre a importância do tratamento e apoio psicológico para aderir à terapia antirretroviral.

Aids em Goiás

Desde a notificação do primeiro caso da doença, em 1984, até o dia 30 de junho de 2016, foram registrados 14.167 casos de Aids em Goiás. Os dados constam do último Boletim Epidemiológico de HIV/Aids, produzido pela Coordenação Estadual de IST/Aids da SES-GO, e revelam uma queda de 36%, entre os anos de 2011 e 2015.

A queda no número de casos registrados todos os anos em Goiás começou a ocorrer em 2012 e manteve-se decrescente até 30 de junho. Em 2012, por exemplo, foram notificados 797 casos. Em 2013 foram feitos 785 registros da doença no Estado e em 2014, 681. Em 2015 foram notificados em Goiás 533 casos de Aids e em 2016, até o fim do primeiro semestre, 191.

Historicamente, o número de casos de Aids era predominante no sexo masculino. No início da epidemia, a razão entre os sexos era de 9,5 casos de Aids em homens para cada caso da doença em mulher. Com o passar dos anos, esta proporção foi diminuindo, alcançando no ano passado 2,3 casos de Aids em homens para cada mulher com a doença, o que evidencia a feminização da epidemia em Goiás. Desde 2009 a razão de sexos apresentou pequenas oscilações de 2,1 e 2,6.

Os dados do Boletim Epidemiológico HIV/Aids também mostram que até 30 de junho de 2016 foram notificados em Goiás 2.470 casos de pessoas portadoras do vírus HIV. Destes, 1.906 referem-se a homens e 564, em mulheres (veja dados no Boletim Epidemiológico). Os maiores registros da infecção pelo vírus foram verificados nas Regiões de Saúde Central (com sede em Goiânia) e Centro Sul (com sede em Aparecida de Goiânia). Cerca de 70% dos casos de infecção pelo vírus HIV estão na faixa etária de 20 a 39 anos.

(Com SES-GO)