Agência O Globo

Chile prolonga quarentena em Santiago para conter coronavírus

97% dos leitos das unidades de terapia intensiva (UTI) da capital estão ocupados

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Foto: Roberto Gallardo - EyeEm/Getty Images

As autoridades de saúde do Chile prorrogaram pela quarta semana a quarentena em vigor em Santiago, onde vivem sete dos 18 milhões de habitantes do país, para enfrentar o aumento de casos e mortes por coronavírus. No total, 97% dos leitos das unidades de terapia intensiva (UTI) da capital estão ocupados; no restante do país a ocupação atinge 88%.

Exatamente três meses desde o primeiro caso relatado, o país registra 113.628 infectados e 1.275 mortos. Nas últimas 24 horas o país registrou 87 mortes e 4.942 novos casos —  novo recorde diário, que corresponde à aplicação de novos critérios.

A capital cumprirá na sexta-feira sua terceira semana sob um confinamento que, segundo o ministro da Saúde, Jaime Mañalich, reduziu a mobilidade em apenas 30%, devido ao grande número de permissões concedidas àqueles precisam sair para realizar atividades declaradas isentas.

— Existem muitas permissões. Para que a quarentena seja eficaz, a mobilidade precisa ser reduzida em pelo menos 50% —  disse o ministro de Saúde, Jaime Mañalich, pedindo à população que reduza as saídas para diminuir as infecções, especialmente nas próximas semanas, quando os serviços de saúde emergenciais devem operar na capacidade máxima.

Enquanto a pandemia avança, aumentam os  protestos por comida que explodiram na comuna (município) de El Bosque, na periferia de Santiago, em meados de maio e trouxeram de novo à tona as reivindicações sociais que levaram os chilenos às ruas por cinco meses, de outubro de 2019 até a chegada ao país da Covid-19, em março.