Alunos simulam briga em colégio militar para surpreender subtenente, em Iporá
Estudantes do colégio militar Ariston Gomes da Silva fizeram a encenação para convidar o subtenente Gilvani Alves para ser padrinho

Alunos da 3ª série B do Colégio da Polícia Militar de Goiás Ariston Gomes da Silva, em Iporá, simularam uma briga dentro da sala de aula para atrair o subtenente Gilvani Alves e convidá-lo para ser o padrinho da turma.
Ao entrar na sala para dispersar a confusão, Gilvani é surpreendido por uma explosão de confetes e uma fumaça amarela. A primeira reação do militar foi a de se encolher e proteger a cabeça, enquanto ainda segurava a maçaneta da porta.
“Você nos acolheu muito aqui na escola e faz a gente se sentir em casa”, diz uma estudante escolhida para falar em nome dos colegas. Com um presente em mãos, outra garota diz que o convite é uma forma de demonstrar carinho e respeito pelo subtenente. “Esse presente é bem simbólico, mas é de coração da nossa turma”.
Emocionado, o subtenente responde de forma afirmativa ao convite: “é óbvio que sim”.
O vídeo também mostra Gilvani limpando lágrimas do rosto e recebendo um abraço coletivo dos alunos, que o cercaram e começaram a pular juntos.
“Mais do que exercer sua função, o senhor nos mostrou na prática o verdadeiro significado de liderança, honra e responsabilidade. Suas palavras e atitudes nos mostraram que disciplina não é apenas regra, mas preparo para a vida. Em momentos de dificuldade, sua orientação nos ajudou a seguir em frente com mais foco, maturidade e determinação. O exemplo de um policial que cumpre o seu dever com seriedade e respeito deixa marcas profundas em nossa formação como cidadãos”, diz a carta escrita pelos adolescentes, e lida por Gilvani com a voz embargada.
“Quase mataram o cara com o foguete, mas foi lindo”, escreveu uma pessoa nos comentários. “Quase perderam o padrinho no estouro”, brincou a seguidora Dalila Rezende. “Se tem uma coisa melhor do que adolescente, eu desconheço. O caos, o ‘tiro’ no pé da orelha do militar… eu amo trabalhar com esses guris”, afirmou a professora Jéssica Motta.
Emocionado, o professor Jardel Batista deu o seu testemunho sobre o subtenente: “Conheço o Gilvani desde minha infância, e sempre foi essa pessoa extremamente educada, um policial que ao invés de transmitir medo, transmitia segurança, pela sua leveza, seu bom espírito de paz!”.