Grupo que movimentou R$ 60 milhões com venda de cocaína é alvo de operação policial em Goiás e DF
Além de prisões em 5 cidades, Justiça determina bloqueio de bens de organização que usava empresas "de papel"

Um grupo criminoso que movimentou mais de R$ 60 milhões com o tráfico de cocaína e lavagem de dinheiro é o alvo de uma grande operação policial nesta terça-feira (7/4). Equipes de Goiás e do Distrito Federal saíram às ruas para cumprir 15 mandados de prisão e revistar 18 endereços em Aparecida de Goiânia, Planaltina de Goiás, São Paulo e nas regiões de Ceilândia e Estrutural (DF).
As investigações, conduzidas pela Denarc de Goiás e pela Cord do Distrito Federal, começaram de forma independente em cada território. No entanto, durante o trabalho de inteligência, os policiais descobriram que ambas as corporações investigavam, na verdade, a mesma quadrilha. A partir dessa conexão, as forças de segurança uniram esforços para realizar a ação em conjunto nesta manhã.
Leia mais
- Ofensiva contra o tráfico de drogas termina com 12 presos em Trindade e Goiânia
- 7 são presos com super maconha dentro de pneu em casa de luxo no Canedo; vídeo
- ‘É dipirona’: homem preso por tráfico em Goiânia diz à polícia que cocaína era remédio

O esquema revelou que o grupo utilizava empresas de fachada para dar aparência legal ao lucro ilícito. O poder financeiro da organização impressiona: apenas uma dessas empresas “de papel” movimentou R$ 14 milhões nos últimos quatro anos. O líder do bando, um dos principais alvos da ação, foi responsável sozinho por transações que somam R$ 12 milhões no mesmo período.
Batizada de Operações Monopólio e Divisor, a ofensiva busca desarticular o braço financeiro do crime organizado. Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens, estratégia usada para asfixiar a logística do tráfico interestadual.
As equipes continuam nas ruas para localizar todos os envolvidos. O material apreendido nos endereços será analisado para identificar novos integrantes do esquema e outras empresas que possam ter sido utilizadas para ocultar o rastro do dinheiro.
Até o momento, não foi informado o número exato de prisões realizadas e nem quais itens foram apreendidos durante o cumprimento das ordens judiciais.
Aguarde novas informações ao longo do dia.
Leia também