Brigadistas serão remunerados para combater incêndios na região Nordeste de Goiás; veja valor
Projeto do governo prevê pagamento a brigadistas por plantões, treinamento e atuação durante período de seca e alta de incêndios florestais

Brigadistas que atuam no combate a incêndios na região Nordeste de Goiás passarão a receber remuneração de R$ 267,24 por plantões de 12 horas pelo trabalho em campo. Atualmente, o serviço é voluntário e não remunerado. O governo estadual anunciou a abertura de 180 vagas dentro de um projeto piloto voltado à prevenção e combate ao fogo no Cerrado.
A iniciativa contempla os municípios de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Colinas do Sul, Teresina de Goiás, Nova Roma e São Domingos. Ao todo, serão oferecidas 180 vagas para formação, com 30 oportunidades em cada cidade. Para participar, é necessário ter mais de 18 anos.
As inscrições serão feitas entre os dias 15 e 20 de abril, por meio de um formulário na internet. Após essa etapa, os candidatos vão passar por um teste físico, que inclui percorrer 1,5 km carregando uma bomba costal de 24 kg em até 20 minutos. Os aprovados seguem para um curso de formação com carga de 45 horas, realizado em parceria com o Corpo de Bombeiros.
O trabalho em campo está previsto para começar em julho e seguir até novembro, período mais crítico de queimadas no estado, especialmente na região da Chapada dos Veadeiras. Além de atuar diretamente no combate ao fogo, os brigadistas também serão responsáveis por ações de prevenção, monitoramento das áreas e orientação das comunidades.
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Limite de plantões
Os selecionados vão poder cumprir até 15 plantões por mês e terão direito a seguro de vida, alimentação durante as operações e equipamentos de proteção individual.
A proposta também busca fortalecer a prevenção, já que moradores da própria região conhecem melhor o território e podem agir com mais rapidez. Além disso, o modelo tenta ampliar a estrutura de combate antes que os incêndios ganhem grandes proporções.
Incêndios em 2025
Em 2025, Goiás registou 12.045 incêndios florestais segundo dados do Corpo de Bombeiros. O período mais crítco foi entre julho e agosto, quando os bombeiros atuaram em 1.487 e 2.206 focos, respectivamente. Entre as áreas de proteção ambiental, 215 foram atingidas.
Até março de 2026, o CBM já atuou no combate de 101 registros de incêndios em vegetações.