Cadela morre de calor após ser enviada para serviço de banho e tosa em Goiânia, diz família
Animal foi levado ao veterinário, mas não resistiu

Uma cadela de três anos morreu após sofrer superaquecimento durante um serviço de banho e tosa na Vila Concórdia, em Goiânia, na última terça-feira (21). O animal chamado Jhulye era o xodó da família, segundo Larissa Lopes Ferreira, irmã da tutora (que prefere não falar neste momento, devido à tristeza). Ela afirma que a cachorra foi deixada dentro de uma gaiola e não resistiu ao calor.
Larissa disse, ainda, que o laudo veterinário apontou que a cachorra chegou à clínica de emergência já sem vida e com a temperatura corporal atingindo 42°C, o que ocasionou a falência dos órgãos. Ela e seus familiares acreditam que houve negligência no estabelecimento.
“Disseram que a cachorrinha estava nervosa, latindo muito e mordendo até a grade. Mesmo assim, deixaram ela na gaiola e foram cuidar de outro cachorro. Quando enfim tiraram ela de lá, Jhulye brincou um pouco, mas depois desmaiou”, relatou.
“A dona, então, a levou ao veterinário, que fica a duas quadras do local, e ligou para a minha irmã. O profissional disse que a cachorra chegou lá com 42ºC. Minha família não quer acionar a Justiça para não causar mais sofrimento. Mas queremos alertar para que isso nunca mais aconteça”, continuou. Larissa acredita que, devido a falta de estrutura e funcionários, eles não deveriam pegar vários cachorros de uma vez.
A irmã da tutora também revelou ao Mais Goiás que a proprietária do estabelecimento se comprometeu com os custos de cremação e exames. A família já realizou o pagamento e aguarda o ressarcimento.
Confira o laudo:
“No dia 21/01, às 15h, shitzu fêmea chegou para entendimento emergencial vindo de outro estabelecimento de banho e tosa. Segundo as informações da tosadora responsável pelo estabelecimento, o animal apresentou piora enquanto estava no processo de secagem, no qual, quando a tosadora retornou para o banho e tosa, percebeu o quadro crítico.
O animal chegou desacordado, com parada cardiorrespiratória, sem sinais vitais, temperatura elevada em torno de 42°, enrijecido, cianose intensa, apresentando petequias e equimose pelo corpo e sinal de vômito com presença de sangue.
Foi realizada manobra de ressuscitação e tentativa de resfriamento sem resposta. Provável causa de óbito é de hipertermia aguda por excessiva exposição ao calor, causando um colapso multissistêmico. Óbito constatado às 15h 15 min em atendimento emergencial.”