Nova hipótese

Caso Daiane: PC investiga possível sequestro de corretora em porta-malas, em Caldas Novas

Hipótese leva investigação para a Delegacia de Homicídios. Mulher desapareceu após descer ao subsolo do prédio para religar energia

A Polícia Civil passou a investigar o desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, como possível homicídio e não descarta que ela tenha sido colocada no porta-malas de um carro ao sair do prédio onde morava, em Caldas Novas, na região Sul de Goiás. Com a nova linha de apuração, o caso foi transferido para Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH).

Daiane desapareceu na noite de 17 de dezembro do ano passado, após descer ao subsolo do condomínio para verificar um corte de energia em seu apartamento. Desde então, não há imagens que mostrem a corretora deixando o prédio pela portaria ou pela garagem, o que reforça a suspeita de que ela possa ter sido retirada do local contra a própria vontade.

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Câmeras não estavam funcionando

Na tarde de quinta-feira (15), o titular da DIH, delegado Rodrigo Pereira estive no condomínio com agentes da PC para novas diligências. A equipe chegou em uma viatura descaracterizada e analisou pontos estratégicos do prédio. Moradores relataram que, na época do desaparecimento, o edifício passava por reformas e que as câmeras de segurança que cobriam áreas da garagem não estavam funcionando.

Para os investigadores, uma das hipóteses é que outra pessoa tenha colocado a corretora em um veículo, possivelmente no porta-malas, e deixado o local sem ser registrada por câmeras.

Força-tarefa investiga o Caso Daiane

A Polícia Civil emitiu uma nota, também na quinta-feira, informando que uma força-tarefa é realizada para esclarecer o caso e que novos detalhes vão ser divulgados ao decorrer das investigações (veja nota completa no final da reportagem).

“Foi formalizada uma força-tarefa destinada à apuração do desaparecimento de Daiane Alves Sousa, no município de Caldas Novas. Em razão da repercussão dos acontecimentos, a Polícia Civil informa que a imprensa será atualizada oportunamente acerca do avanço das investigações. Contudo, neste momento, não serão repassadas informações adicionais, a fim de preservar o sigilo necessário às diligências em curso e evitar prejuízo às apurações”, diz o comunicado.

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Corretora enviou vídeo antes de desaparecer

Momentos antes de desaparecer, Daiane gravou e enviou um vídeo para uma amiga. Nas imagens, ela relata que a energia elétrica de seu apartamento havia sido cortada, apesar de afirmar que as contas estavam pagas. No vídeo, a corretora entra no elevador, conversa com outro morador e diz que iria até a portaria para verificar se a concessionária de energia esteve no prédio.

O vídeo termina antes que ela consiga falar com o porteiro. Em seguida, câmeras internas mostram Daiane retornando sozinha ao elevador e descendo até o subsolo, área onde ficam a garagem e o quadro geral de energia, com acesso restrito a moradores. Ela chegou a iniciar uma nova gravação no celular, mas o material não foi enviado. A partir desse momento, não há mais registros dela.

A família afirma que Daiane estava de bermuda e chinelos, deixou itens pessoais no apartamento, como os óculos de grau e documentos, e não saiu com o próprio carro, que estava em Uberlândia (MG). Para os parentes, tudo indica que ela pretendia retornar rapidamente ao imóvel.

A Polícia Civil segue ouvindo moradores, funcionários do condomínio e analisando documentos internos, incluindo informações sobre o corte de energia e o funcionamento do sistema de monitoramento. Segundo os investigadores, nenhuma possibilidade está descartada.

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