Investigação

Caso Daiane: desavenças com síndico começaram quando corretora assumiu gestão de apartamentos que ele administrava

Investigação confirma que assassinato foi o desfecho de meses de perseguição e sabotagem profissional motivada por disputa de mercado

A série de desavenças ocorridas entre Daiane Alves e o síndico Cleber Rosa teve início a partir do momento em que ela assumiu a gestão de apartamentos antes administrados por ele. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (19/2), durante coletiva de imprensa realizada pela Polícia Civil. Meses antes de ser atacada, Daiane prestou depoimento sobre perseguições e agressões que vinha sofrendo. Antes de desaparecer em dezembro de 2025, ela chegou a registrar vários boletins de ocorrência contra o Cleber.

De acordo com o relatório final da Polícia Civil, a motivação do homicídio está diretamente ligada à concorrência no mercado imobiliário local, especificamente na locação de imóveis de temporada. Para os investigadores, Cléber via a atuação de Daiane como uma ameaça financeira direta e, por isso, iniciou uma escalada de atos de hostilidade.

O inquérito detalha que a vítima vinha sendo alvo de perseguição sistemática (stalking) e monitoramento constante de sua rotina. Como forma de intimidação e sabotagem profissional, o síndico teria adotado medidas extremas, como a interrupção proposital de serviços essenciais no apartamento da corretora, incluindo cortes de energia, água e gás.

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Escalada da violência

O histórico de conflitos já havia sido judicializado pela vítima antes do crime. O dossiê da investigação reúne denúncias de calúnia, injúria e até registros de agressões físicas sofridas pela corretora. Para a Polícia Civil, o assassinato cometido em dezembro não foi um ato isolado, mas o desfecho planejado de uma série de ataques que visavam intimidar e retirar a corretora do mercado imobiliário do condomínio.

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