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Cavalcante tem credenciamento para licenciamentos ambientais suspenso

Cavalcante está com o credenciamento para liberação de licenciamentos ambientais no município suspenso. A decisão…

Cavalcante está com o credenciamento para liberação de licenciamentos ambientais no município suspenso. A decisão foi da presidente do Conselho Estadual do Meio Ambiente (CEMAm), Andréa Vulcanis, que é, também, a titular da secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

A situação em Cavalcante é gravíssima e destoa do restante do Estado, tanto pela intensa atividade de desmatamento quanto pela presença do próprio poder público nas ações, com emissão de licenças irregulares”, declara Vulcanis, que tomou a decisão na última quinta-feira (2). Segundo ela, a suspensão do credenciamento integra um conjunto de ações do Governo de Goiás.

Vale destacar que a decisão, motivada por constatação da pasta que o município tem emitido licenças ilegais – fora de sua competência –, será submetida à ratificação do Conselho Estadual de Meio Ambiente.

O Mais Goiás conversou com a nova secretária de Turismo de Cavalcante, Kellen Nayara. Ela explicou que, oficialmente, ainda não houve notificação, apesar de já saber da posição da Semad. Segundo ela, no momento a pasta irá aguardar, pois existe um processo e haverá o momento para defesa.

Sobre a mudança de secretários (ela é a terceira em cerca de um mês), ela afirma que não tem relação com os fatos recentes. Kellen relata que Wesley Ferreira da Silva deixou o cargo, em 3 de junho, por ser pré-candidato e Ricardo Galvão, no dia 25, por motivos pessoais.

Situação recorrente

A Semad tem atuado na região desde o começo do mês de junho, quando, após denúncias, foram verificados mais de 500 hectares de desmatamento em território Kalunga. À época, os proprietários foram multados em mais de R$ 5 milhões, além de ter a área embargada.

Nas últimas semanas, foram flagrados, ainda, a destruição de cerrado nativo em áreas públicas e particulares, inclusive com licenças ilegais do município. Foram 13 autos de infração por causa de 1.725 hectares de desmatamento e um total de R$ 3,236 milhões em multas aos proprietários.

Até mesmo uma área de propriedade do prefeito Josemar Saraiva Freire foi embargada, após a constatação de desmatamento com base em licença irregular. No total, foram identificados 24 pontos de destruição de mata nativa.