acima do peso

Com 35,7% de obesidade entre adultos, Goiânia supera média nacional

Dados do Vigitel e do Sisvan mostram avanço acelerado da obesidade no país

A obesidade segue em ritmo acelerado no Brasil. Dados recentes do levantamento Vigitel, do Ministério da Saúde, mostram que a prevalência da obesidade no país saltou 118% entre 2006 e 2024, atingindo 25,7% dos adultos — o equivalente a um em cada quatro brasileiros. Em Goiânia, o cenário é preocupante. Conforme os números mais recentes, o índice total de obesidade na capital chega a 35,7%, superando a média nacional.

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O detalhamento por grau mostra que 21,72% dos adultos estão com obesidade grau I (IMC entre 30 e 34,9), 9,04% com obesidade grau II (IMC entre 35 e 39,9) e 4,94% já apresentam obesidade grau III (IMC acima de 40), considerada a forma mais grave da doença.

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Quando se considera o sobrepeso — caracterizado por índice de massa corporal acima de 25 kg/m² — o quadro é ainda mais abrangente. Nacionalmente, houve crescimento de 46,9% no período analisado, e atualmente 62,6% da população adulta está acima do peso ideal.

Já dados de 2025 do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), com base nos atendimentos realizados na atenção primária do SUS, apontam que 36,3% dos brasileiros adultos acompanhados tinham obesidade no ano passado, enquanto 70,9% estavam acima do peso.

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Cidades com piores índices

O avanço da obesidade também chama atenção em municípios de menor porte. Entre as dez cidades com os maiores percentuais de obesidade entre adultos estão Lupércio (SP), com 66,67%, Herculândia (SP), com 64,71%, e São José do Bonfim (PB), com 61,63%. A lista inclui ainda municípios do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, todos com índices acima de 59%.

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Embora Goiânia não figure entre os piores índices do país, o percentual registrado na capital reforça o alerta para políticas públicas voltadas à prevenção, promoção de hábitos saudáveis e acompanhamento nutricional.

Especialistas apontam que fatores como sedentarismo, alimentação ultraprocessada, rotina acelerada e desigualdade no acesso a alimentos saudáveis estão entre os principais motores do crescimento da obesidade no Brasil.

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