Conheça a história de Lorena, goiana que luta contra leucemia nos Estados Unidos
O diagnóstico da Leucemia Mieloide Aguda veio em abril de 2023

Nascida em Goiânia e criada no Jardim Europa, Lorena de Lelles Oliveira, de 43 anos, deixou o Brasil em 2024 para realizar um tratamento contra a Leucemia Mieloide Aguda (LMA) nos Estados Unidos. Diagnosticada no ano anterior, ela precisou se deslocar primeiro para São Paulo para passar pelo primeiro transplante de medula óssea, já que o tratamento indicado não era realizado na capital goiana.
Advogada e mãe de trigêmeos de 14 anos, Lorena tinha uma vida ativa e próxima da família. Um dos primeiros desafios veio ainda no início da maternidade, quando os filhos nasceram prematuros e precisaram permanecer por um mês na UTI neonatal. “Consegui que todos sobrevivessem. Eles são a razão da minha força e da minha vida”, comenta.
O diagnóstico da Leucemia Mieloide Aguda veio em abril de 2023 e mudou a rotina da família de forma inesperada. Em São Paulo, Lorena passou por um tratamento intenso e pelo primeiro transplante de medula óssea, que teve como doadora uma prima. Após o procedimento, a doença entrou em remissão.
Um ano depois, em abril de 2024, a leucemia retornou com uma nova mutação e sem possibilidade de cura no Brasil. Diante do agravamento do quadro, Lorena seguiu para os Estados Unidos, onde passou por um tratamento intensivo de 40 dias, seguido de um segundo transplante de medula óssea. Mais uma vez, ela entrou em remissão. Segundo Lorena, os médicos ficaram surpresos com a resistência do organismo aos tratamentos.
No entanto, nove meses depois, a mutação voltou a se manifestar. Desde então, Lorena vive em Columbus, no estado de Ohio, acompanhada da mãe. O marido permanece no Brasil, responsável pelos cuidados com os trigêmeos. A distância dos filhos e do companheiro é apontada como uma das partes mais dolorosas de todo o processo.
Tratamento
Lorena está internada em Columbus (Ohio), acompanhada pelo The James Cancer Hospital, onde participou de dois tratamentos experimentais, sem resposta satisfatória. Atualmente, o hospital informou que não há mais alternativas terapêuticas dentro do protocolo adotado.
A única opção considerada viável no momento é a inclusão em um estudo clínico avançado no MD Anderson Cancer Center, no Texas, que utiliza uma medicação específica para a mutação KMT2A, combinando o inibidor de Menin com outras terapias personalizadas.
Para ingressar no protocolo do MD Anderson, é necessário o pagamento imediato de US$ 76 mil, valor referente aos exames iniciais e à admissão no estudo clínico. O custo total do tratamento pode chegar a US$ 2 milhões, incluindo internações, medicamentos, exames e acompanhamento médico especializado ao longo do período.
“Preciso de juntar o máximo de dinheiro possível para conseguir esse tratamento o quanto anos. A LMA é uma doença muito rápida. Eu não tenho tempo”, desabafou Lorena nas redes sociais.
Clique aqui para acessar a campanha de arrecadação para o novo tratamento

LEIA TAMBÉM:
- Goiana com leucemia pede ajuda para custear tratamento nos Estados Unidos
- Criança que usa remédio mais caro do mundo luta para manter tratamento especializado em Goiânia