Corpo de Daiane tinha bala alojada na cabeça; versão de síndico é contestada
Perícia busca esclarecer onde e como o tiro que matou a corretora foi efetuado

O corpo da corretora Daiane Alves tinha uma bala alojada na cabeça quando foi encontrado em região de mata às margens da GO-213, na última quarta-feira (28/1), em Caldas Novas. A informação, confirmada ao Mais Goiás por fontes ligadas ao inquérito, levou a Polícia Civil a abrir uma nova linha investigativa para esclarecer as circunstâncias em que o disparo foi efetuado. A versão do síndico Cleber Rosa, assassino confesso da vítima, é contestada.
A presença do projétil no crânio da vítima passou a ser o principal ponto de confronto técnico com o depoimento prestado por Cléber Rosa de Oliveira. Em sua oitiva, o síndico afirmou que discutiu com Daiane no subsolo do condomínio e que, durante o embate, efetuou o disparo que teria provocado a morte da corretora.
No entanto, os primeiros levantamentos da perícia técnico-científica não identificaram vestígios de sangue, marcas de impacto ou qualquer outro indício físico compatível com um disparo de arma de fogo no local apontado por ele. A ausência desses elementos levantou suspeitas de que o tiro pode não ter sido efetuado no subsolo do prédio, como relatado.
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Diante dessas inconsistências, a Polícia Civil determinou a realização de testes de balística e uma reconstituição do crime no condomínio, ocorridos na sexta-feira (30). O objetivo foi avaliar se um disparo nas condições descritas pelo investigado produziria ruído audível e deixaria marcas compatíveis com a dinâmica apresentada.
Moradores ouvidos durante os depoimentos relataram que, na noite do crime, não ouviram barulho semelhante a tiro no interior do prédio, o que reforça a hipótese de que o homicídio possa ter ocorrido em outro ponto do condomínio ou até fora dele.
Agora, a análise do projétil retirado do crânio de Daiane deve permitir identificar o calibre da arma, a trajetória do disparo e possíveis correspondências com eventuais vestígios recolhidos. Esses dados são considerados essenciais para definir se houve encenação, deslocamento do corpo ou tentativa de distorcer a dinâmica real do assassinato.
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