Defesa de acusados de matar jovem em Rio Verde diz que vítima estava com simulacro de arma de fogo
Advogada esclarece que o grupo procurou o escritório dela para se entregar

A defesa do grupo acusado de perseguir e matar um jovem de 22 anos a facadas, em Rio Verde, alega que a vítima portava um simulacro de arma de fogo e havia feito ameaças. Após o fato, os três homens de 18, 20 e 23 anos e a mulher de 21 procuraram o escritório de advocacia para se entregar à Polícia Civil (PC). Eles foram detidos na manhã de sábado (7).
Segundo a representante do quarteto, a advogada Priscylla Guimarães Bernardo, “eles procuraram espontaneamente este escritório com a finalidade exclusiva de se apresentarem à autoridade policial, o que foi feito de forma voluntária e transparente. Antes da apresentação, a defesa entrou em contato com a Polícia apenas para garantir a integridade física dos investigados, medida legítima e comum em casos de grande repercussão”.
Ainda ao Mais Goiás, a advogada informou que a defesa se limitou ao exercício regular da advocacia, não havendo qualquer interferência nas investigações, “sempre em estrita observância à legalidade e ao devido processo legal”. Priscylla também afirmou que a vítima estava com um simulacro de arma de fogo, além de ter feito ameaças prévias aos investigados no posto de combustível onde começou a confusão.
Câmeras de segurança registraram o ataque contra a vítima, identificada como Gustavo do Carmo Brasil. Segundo o delegado Adelson Candeo, titular do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH), o rapaz foi cercado na Rua Henriqueta Assunção, onde sofreu os primeiros golpes.
As imagens mostram que a vítima estava na companhia de um amigo, que também foi atacado, mas conseguiu fugir. Em seguida, os suspeitos deixaram o local, mas retornaram instantes depois em uma caminhonete VW/Saveiro para continuar as agressões, quando o jovem já estava caído e sem possibilidade de defesa.
A polícia apurou que a discussão começou dentro do posto de combustíveis e terminou na via pública. A caminhonete usada na ação foi identificada e levou os investigadores ao motorista conhecido como “Olho de Vidro”, proprietário do veículo e apontado como peça-chave na dinâmica do crime.