‘Dócil e brincalhão’: cachorro morto por bombeiro era alimentado por moradores em Goiânia
Soldado atirou contra o animal depois de ser atacado. Caso foi registrado na Polícia Civil

O cachorro morto pelo soldado do Corpo de Bombeiros com um disparo de arma de fogo, em Goiânia, era conhecido como Negão na região. O animal foi baleado depois de atacar o militar no estacionamento do Estádio Serra Dourada, no domingo (05).
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Moradores ouvidos pelo Mais Goiás informaram que Negão fazia parte de um grupo de cães que moram na região e que são alimentados pela população. Ele já estava sendo cuidado no local há meses.
“Têm vários cachorros na região que são alimentados por moradores. São dóceis. [O Negão] era um cachorrinho dócil e brincalhão. Tenho um filho adolescente que anda de bicicleta no estacionamento do Serra Dourada, e afirmo que nunca foi atacado”, conta uma mulher que não quis se identificar.
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Bombeiro alega legítima defesa
O soldado afirmou à Polícia Civil (PC) que foi ferido na perna pelo animal, que estava acompanhado de outros cinco cachorros. O ataque teria ocorrido momentos antes do militar sacar a arma e realizar o disparo.

Ainda de acordo com o bombeiro, ele estava praticando exercícios físicos ao redor do Batalhão Especializado em Operações com Produtos Perigosos, no estacionamento do Estádio Serra Dourada, quando surpreendido pela matilha de seis cachorros, que avançaram sobre o militar.
Conforme o relato, o animal de grande porte (com cerca de 60 centímetros de altura), mordeu a perna do bombeiro, que tentou afugentá-lo batendo o celular contra a cabeça do canino. Sem sucesso, ele sacou a arma e efetuou o disparo.
O investigado afirmou à PC, acompanhado de um tenente-coronel e um capitão da corporação, que disparou contra o animal a fim de assustá-lo, mas que acabou atingindo e matando o cachorro. O bombeiro disse ainda que precisou ser atendido por companheiros no quartel, sendo posteriormente encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Novo Mundo.
No local, o soldado precisou receber anti-inflamatórios e antibióticos, além de vacina e soro. O animal, por outro lado, chegou a ser socorrido pela própria corporação, mas morreu no quartel.