Busca e apreensão

Dono de joalheria é investigado por receptação de joias furtadas em condomínios de luxo de Goiânia

Segundo a polícia, joalheiro alvo dos mandados teria se encontrado com homem que furtou condomínios um dia depois do crime

O proprietário de uma joalheria de Goiânia foi alvo, na manhã desta segunda-feira (24/11), de três mandados de busca e apreensão por suspeita de adquirir joias furtadas em condomínios de luxo de Goiânia. O objetivo da operação, além de recuperar os itens, é identificar possíveis envolvidos na rede criminosa responsável pela venda e circulação desses objetos.

Em entrevista ao Mais Goiás, o delegado responsável pelo caso, Altair Gonçalves, explicou que as investigações apontam que o dono da joalheria teria se reunido com Jusceildo Santos da Silva, de 32 anos, preso pela polícia em março deste ano, depois de furtar condomínios de luxo em Goiânia e no Distrito Federal. Segundo o delegado, o homem se encontrou com o joalheiro no dia seguinte aos furtos.

“Com a prisão e o aprofundamento das investigações em primeira fase, nós chegamos até o joalheiro como o possível receptador desses objetos. A segunda fase visa, agora, confirmar o recebimento e o pagamento por esses objetos”, explicou.

SAIBA MAIS

Furtos em condomínios de luxo

As investigações contra Jusceildo apontam que, em junho de 2024, ele teria invadido um condomínio em Goiânia, ocasião em que rompeu a cerca elétrica e acessou três residências, onde furtou notebooks, cofres, joias, relógios e outros itens de alto valor.

O suspeito já era conhecido pela reincidência em furtos em condomínios de luxo. Em novembro de 2024, ele foi preso após invadir outro condomínio no Jardim Mariliza, mas acabou solto. Ele também é suspeito de envolvimento em um furto ocorrido em 2021, no Setor de Chácaras Recreio São Joaquim, também na capital.

De acordo com a polícia, o prejuízo estimado dos furtos praticados por Jusceildo em Goiás ultrapassa R$ 700 mil. Diante da suspeita de envolvimento entre ele e o joalheiro alvo dos mandados na manhã desta segunda, a Polícia Civil apreendeu dois veículos supostamente adquiridos com dinheiro obtidos por meio do esquema.

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A ação foi conduzida pela Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio do Grupo de Repressão a Roubos (Garra), que segue apurando a origem do ouro apreendido.

À época em que a prisão foi noticiada pelo Mais Goiás, a defesa de Jusceildo se posicionou por meio de nota onde afirmou que as acusações são infundadas e que as medidas cabíveis para comprovar sua inocência seriam adotadas.

“O cliente confia plenamente na Justiça e apresentará todas as provas necessárias para demonstrar a licitude de sua conduta. A defesa já está adotando as medidas cabíveis para assegurar que a verdade prevaleça e que seu nome seja devidamente restabelecido, e que seja comprovada a sua inocência das falsas acusações que apontam para o acusado como criminoso, o que não se sustenta. A defesa segue firme no compromisso com a defesa dos direitos de seu cliente e reitera que trabalhará incansavelmente para demonstrar a total improcedência das acusações”, Lucena Advocacia.