Donos de apartamentos em hotel de Caldas Novas protestam no Fórum: ‘não estamos pedindo favor’
Proprietários de apartamentos no hotel Riviera, em Caldas Novas, querem poder usufruir de imóveis como quiserem

Donos de apartamentos no Riviera Park Hotel, em Caldas Novas, reuniram-se na tarde da última sexta-feira (9) em frente ao Fórum da comarca municipal para protestar mais uma vez contra a atual administradora do condomínio, a WAM. Esses proprietários têm severas divergências com a empresa e tentam destituí-la há meses.
O desentendimento tem a ver com os procedimentos para alugar os imóveis. Os donos querem ter liberdade para negociar com os locatários da forma como bem entenderem, ao passo que a WAM exige que os apartamentos entrem no pool da empresa e só sejam negociados de acordo com padrões que a administradora estabeleceu.
No dia 25 de novembro do ano passado, os donos de apartamentos fizeram uma assembleia geral extraordinária para votar a proposta de destituição da WAM, que foi aprovada por 375 votos a 23. No entanto, a votação não foi aceita pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO).
“Fizemos uma belíssima Assembleia Geral Extraordinária onde nós tivemos 375 votos pela destituição da atual administradora, a WAM, eles tiveram votos [favoráveis] e esse processo está ajuizado. Nós precisamos, primeiramente, da justiça divina, e da justiça da Terra para fazer valer o nosso direito de propriedade”, afirma um dos proprietários que participaram do protesto.
“Não estamos pedindo nenhum favor, apenas estamos pedindo para usufruir do que cada um de nós compramos. O nosso recado é um só: justiça!”. Depois da manifestação na porta do Fórum, o coro continuou em frente ao Riviera. Em nota enviada ao portal Metrópoles, a WAM disse que “segue protocolos rigorosos de controle e gestão de reservas, com total rastreabilidade dos processos” e que “permanece à disposição da proprietária para averiguar o ocorrido”.
Sobre os protestos do dia 9 de janeiro, afirmou: “o ato, convocado de forma intempestiva para um período sabidamente de lazer e descanso, ignora o direito ao sossego da coletividade e o próprio regramento do condomínio”, acusa a empresa. “Canais oficiais seguem abertos para esclarecimentos a proprietários e hóspedes, priorizando sempre a harmonia do ambiente condominial”, encerra.