Investigação

Esposa de delegado é presa em Rio Verde suspeita de ser orientada por marido que está na prisão

O casal é apontado como parte de um esquema milionário envolvendo verbas públicas no estado

Karen Proto, esposa do delegado Dannilo Ribeiro Proto, foi presa na manhã desta terça-feira (27), em Rio Verde, durante a terceira fase da Operação Regra Três, do Ministério Público de Goiás (MPGO). A investigação apontou que ela manteve comunicação indevida com o marido mesmo após ele estar na prisão. Ela é investigada por integrar um grupo suspeito de fraudar contratos na área da educação e desviar recursos públicos. O casal é apontado como parte de um esquema milionário envolvendo verbas públicas no Estado.

Segundo o MPGO, a prisão é um desdobramento direto das fases anteriores da operação, que já haviam resultado na detenção do delegado. Mesmo após ele ter sido afastado e preso, a organização teria continuado em atividade por meio de pessoas próximas, mantendo a engrenagem do esquema em funcionamento.

As investigações apontam que Karen manteve contato com o delegado mesmo após ele ter sido recolhido à Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH), em Goiânia. Segundo o apurado, essa comunicação teria sido usada para repassar orientações e alinhar estratégias ligadas ao suposto esquema.

O caso ganhou repercussão após denúncias publicadas pelo Mais Goiás, que revelaram que o delegado continuava se comunicando de dentro da unidade policial. Após a divulgação, ele foi transferido para outra unidade prisional, medida adotada para interromper possíveis interferências externas.

Imagem do casal
Danilo Proto e sua esposa Karen de Souza Santos Proto são investigados pelo MPGO (Foto: reprodução)

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Engrenagem do desvio de recursos

De acordo com os promotores, Karen ocupava um cargo estratégico na área educacional e, a partir dessa posição, teria facilitado decisões administrativas que garantiam a permanência de contratos considerados irregulares. As apurações indicam ainda que ela teria atuado na circulação de orientações e informações entre os integrantes do grupo, mesmo com o principal investigado já sob custódia.

Para o Gaeco, mesmo com a transferência e as restrições impostas, há indícios de que a rede investigada tentou manter sua atuação, o que reforçou o pedido de prisão preventiva de Karen.

A força-tarefa também identificou indícios de acesso irregular a dados internos e decisões sensíveis, o que pode ter interferido no curso das investigações. Há suspeita de combinação de versões e articulações para tentar afastar ou reduzir responsabilidades penais.

Durante a operação desta terça-feira, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão para recolher documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que podem fortalecer as provas já reunidas. Após os procedimentos em Rio Verde, Karen foi transferida para Goiânia, onde permanece à disposição da Justiça.

O Ministério Público sustenta que as medidas cautelares anteriores não foram suficientes para conter as práticas investigadas. O caso segue sob segredo parcial, e novas denúncias não estão descartadas com o avanço das apurações.

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