Exclusivo: Equatorial anuncia universalização da energia elétrica em Goiás
Equatorial afirma que chegou aos 3,5 milhões de domicílios presentes dos 237 municípios da área de concessão em Goiás

A Equatorial, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica em Goiás, alcançou a universalização do serviço nos 237 municípios que fazem parte da concessão da empresa. Isso significa que 100% dos domicílios existentes nesse território, algo em torno de 3,5 milhões, já têm ligação com a rede de abastecimento.
A porção que não faz parte da concessão tem os municípios de Carmo do Rio Verde, Ceres, Ipiranga de Goiás, um povoado de Jaraguá chamado Monte Castelo, Nova Glória, Rialma, Rianápolis, Santa Isabel, Uruana e São Patrício. Neles, moram 83 mil pessoas e o fornecimento é feito pela Companhia Hidrelétrica São Patrício (Chesp).
A Equatorial chegou a Goiás em 2023 depois de um período em que a população tinha pesadelos com a Enel. Desde então, afirma ter investido mais de R$ 6 bilhões na reconstrução e modernização da infraestrutura elétrica estadual. Mais de 200 mil novas unidades consumidoras passaram a ser atendidas no período.
Para sustentar esse crescimento, a Equatorial diz ter destinado cerca de R$ 1 bilhão exclusivamente ao atendimento de novas ligações. Em paralelo, ainda segundo a empresa, os investimentos em expansão, reforço e modernização da rede elétrica ultrapassaram R$ 4,2 bilhões. Foram incorporados mais de 10 mil km de novas redes ao sistema elétrico estadual.
Goiás entrou para um pequeno grupo de quatro estados que alcançaram a universalização do serviço de energia elétrica, do qual também fazem parte o Distrito Federal, São Paulo e o Rio de Janeiro.
Problemas de abastecimento
Embora a Equatorial tenha alcançado 100% dos domicílios existentes na área da concessão, ainda subsistem problemas de abastecimento. No dia 12 de janeiro, o Mais Goiás mostrou que moradores da zona rural de Bonfinópolis ficaram pelo menos quatro dias sem energia. Um deles era inclusive um idoso cadeirante que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e depende de cuidados. Com a falta de energia, o abastecimento de água também foi interrompido, já que as residências da região utilizam bombas elétricas. Em nota enviada na ocasião, a Equatorial afirmou que não ter identificado registros de falta de energia por quatro dias consecutivos na região rural de Bonfinópolis.
Em entrevista ao Mais Goiás, o gerente de Obras, Manutenção Automação da Equatorial Goiás, Frederico Ferreira Guimarães, explicou que há vários fatores que podem interferir na distribuição de energia. Um deles é a insuficiência de pontos de suprimento. “Por mais que a gente faça investimentos no Estado desde que assumiu a concessão, existe a necessidade de um novos pontos de suprimento. A construção deles é coordenada pelo governo federal, através de leilões”, explica Frederico. “Outro ponto a destacar é que às vezes a gente nota a presença de ligações clandestinas, e essas ligações prejudicam o fornecimento no local”.