Falta constante de fraldas geriátricas gera angústia em Aparecida; saúde nega desabastecimento
Relatos indicam que o item está indisponível desde fevereiro de 2025

Pacientes atendidos pelo Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), em Aparecida de Goiânia, relatam que enfrentam, há meses, dificuldades para receber fraldas geriátricas fornecidas pela rede municipal de saúde. Prints de conversas obtidos pela reportagem do Mais Goiás indicam que o item está indisponível, ao menos, desde fevereiro de 2025, quando os responsáveis pelo atendimento passaram a informar a falta do produto em estoque. Maria Socorro Santos, filha de uma paciente acompanhada pelo SAD, afirma que, nesta quinta-feira (15), o serviço utilizou o WhatsApp para informar que ainda não há fraldas disponíveis.
Nas mensagens trocadas ao longo dos meses, Maria Socorro questiona repetidamente sobre a chegada do material e recebe respostas informando que “ainda não chegou”. Em um dos diálogos, o próprio serviço informa que não havia previsão de reposição do item.
Veja os prints:


Segundo Maria Socorro, a mãe dela é paciente do SAD e necessita do uso contínuo de fraldas geriátricas devido a incontinência urinária causada por sequelas do tratamento contra o câncer. Ela afirma que não recebe o insumo pelo serviço municipal desde fevereiro do ano passado.
Em nota enviada à reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Aparecida de Goiânia negou desabastecimento prolongado. A pasta informou que a entrega de fraldas geriátricas pelo SAD “está ocorrendo normalmente” e que o estoque remanescente foi totalmente distribuído até o dia 14 de janeiro. Ainda segundo a secretaria, uma nova reposição já foi solicitada, com previsão de entrega aos pacientes até a próxima segunda-feira.
Maria Socorro, no entanto, questiona a versão oficial da SMS. Reforçando que desde fevereiro não consegue pegar fraldas para a mãe. Segundo ela, o marido chegou a ir ao local indicado para retirada, mas nunca encontrou o material disponível. “É sempre viagem perdida. Quando pergunto se tem para minha mãe, dizem que não.”
Diante da falta do material, a família precisou recorrer a outras alternativas para garantir o cuidado da paciente. “A gente deu graças a Deus que conseguiu fraldas na Organização das Voluntárias de Goiás (OVG)”, afirmou.
Em uma nova tentativa de contato realizada nesta quinta-feira, Maria conta que disseram a ela que as fraldas devem estar disponíveis no próximo mês. “Vou mandar mensagem de novo e ir lá pessoalmente para ver se realmente chegou”, concluiu.
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