TRISTEZA

Filha do idoso morto pelo ex-genro em Goiânia faz relato triste do Natal da família

Tiro que matou João do Rosário do dado pelo ex-genro Felipe Gabriel Jardim, que se senta no banco dos réus 1.302 dias após o crime

A família do policial aposentado João do Rosário Leão não consegue mais celebrar os Natais com a alegria que a data inspira desde que o idoso de 63 anos foi assassinado pelo ex-genro, Felipe Gabriel Jardim, em uma farmácia no setor Bueno, em Goiânia. Mas esse Natal foi ainda pior, porque aconteceu na véspera do julgamento que vai decidir o futuro do assassino. É o que conta ao Mais Goiás Kennia Yanka, que, além de filha de João do Rosário, é ex-namorada de Felipe.

“Desde que aquilo aconteceu, a gente nao conseguiu ter um natal ou um réveillon”, afirma Kennia. “A gente vai pra casa da minha avó, mas nao comemora. Eu, minha mae e minha irmã ficamos muito fechadas com aquilo e nao conseguimos comemorar porque era uma data muito importante para ele. Nunca passamos separados”, diz a filha.

“No Natal desse ano, a gente inclusive comentou como eram os natais e as viradas de ano antigamente. Hoje em dia, não faz sentido mais. Nunca mais vai fazer. Eu não vejo mais o Natal mais com o mesmo sentimento”.

'Revivendo o pesadelo': família de homem morto pelo ex-genro se prepara para o júri em Goiânia (Fpto: Reprodução)
‘Revivendo o pesadelo’: família de homem morto pelo ex-genro se prepara para o júri em Goiânia (Fpto: Reprodução)

Kennia estará no Fórum nesta segunda-feira (19) para acompanhar o início do julgamento de Felipe Gabriel, 1.302 dias depois do pior momento da vida da família. Ela será uma das testemunhas arroladas pela acusação, assim como a irmã, Kennia Bianca; o ex-cunhado dela Luís Paulo Silvestre; a mãe, Vilma Bezerra; e o delegado Divino Batista, que por muitos anos foi chefe de João do Rosário.

Será a segunda tentativa de se realizar o júri desse caso. A primeira aconteceu no dia 15 de outubro de 2022, mas fracassou porque uma das juradas passou mal e precisou ser levada para o hospital. A acusação sustenta que a mulher se adoentou porque presenciou a tentativa dos advogados de Felipe de atacar Kennia e de colocá-la como culpada pelo que aconteceu.